Muitos vêm adotando a abordagem de que a transformação digital é praticamente contrária à gestão por processos e outras disciplinas, práticas e conceitos mais tradicionais. O que está completamente errado!
A Transformação Digital e todo esse contexto que temos vivido desde a indústria 4.0 e até ao nosso atual momento mudam tudo, mas, na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma (já diria lavoisier)!
A transformação tem sido quase sinônimo de agilização, porém a agilidade, em sua raiz, não era sinônimo de “coragem” e muito menos de inconsequência! E sim de anti fragilidade: resiliência, adaptabilidade e auto deteção e correção de erros!
Devemos trazer de volta, abordagens que possam ajudar as organizações a tornarem-se anti frágeis. Adaptáveis diante de cenários tão incertos, capazes de tornarem-se mais fortes a cada “teste de hipótese” e lição aprendida.
Sempre que perguntam qual o primeiro passo para iniciar uma cultura de gestão por processos, devesse responder sem qualquer margem para dúvidas: estabelecer um escritório de processos!
Pode iniciar projetos de automação de processos com bpms, rpa ou outras ferramentas. Pode iniciar projetos de melhoria pontual ou criar ciclos de melhoria continua. Pode até mesmo promover uma primeira onda de mapeamento de processos. Mas sem um escritório, como promover a cultura, gerar "engajamento" e manter a disciplina?
E é por isso que se deve estabelecer o Escritório de Processos
O escritório de processos é um dos elementos mais representativos da gestão por processos. Mas, diante das mudanças trazidas pela Industria 4.0, transformação digital e exponencializadas pela quarentena imposta pela pandemia da covid 19, será que poderá continuar com a mesma atuação?
O escritório vem sendo tradicionalmente responsabilizado pela:
- Padronização de processos
- Deteção de não conformidades
- Centralização do conhecimento
- Monitorização e direcionamento da execução de processos
- Continuidade do negócio baseada na melhoria incremental (planeamento, execução, verificação e ação – pdca)
Entretanto, será a hora de os “escritórios de processos” passarem a atuar justamente na:
- Dinamização dos processos, anti fragilidade (capacidade de adaptar sem se quebrar)
- Condução da experimentação e consolidação de lições aprendidas
- Potencialização do conhecimento descentralizado
- Facilitação da excelência operacional e estratégica
- Continuidade do negócio baseado na resposta imediata às necessidades do mercado e sociedade
Diante do cenário de caos, centralizar, comandar e controlar parece cada vez mais ineficiente e ineficaz.
Sem comentários:
Enviar um comentário