quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

O essencial sobre inovação e design thinking que você precisa saber



Você realmente sabe o que é inovação? Ou acha que é somente fazer algo completamente disruptivo?


O que é inovação?


Inovação é a exploração com SUCESSO de novas ideias. E SUCESSO para as empresas pode ter significados diferentes: 


resolver problemas de clientes, aumentar o facturamento, acessar a novos mercados, aumentar as margens de lucro, entre outros benefícios. 


Muitas vezes, envolve novas tecnologias ou aplicações tecnológicas. A inovação é importante porque ela pode oferecer melhores produtos e serviços, processos de produção novos, mais limpos e eficientes e modelos de negócios aprimorados.

Para os consumidores, a inovação significa bens de maior qualidade e melhor valor, serviços mais eficientes (tanto privados como públicos) e padrões de vida mais elevados. Para as empresas, a inovação significa crescimento sustentado ou melhorado. A empresa ou organização inovadora oferece maiores lucros para seus proprietários e investidores.

Para os funcionários, a inovação significa um trabalho novo e mais interessante, melhores habilidades e salários mais elevados. Igualmente, a ausência de inovação pode levar à estagnação empresarial e à perda de empregos.  Para a economia como um todo, a inovação é a chave para uma maior produtividade e maior prosperidade para todos.

Muitos confundem inovação apenas com algo disruptivo, uma invenção nova, o que não é verdade. Os produtos ou serviços inovadores devem agregar valor para as pessoas. “Podemos inventar produtos, processos, mercados ou mesmo modelos de negócio, mas para que se tornem inovação, temos que integrá-los ao meio social.” Alexandra Hütner


E o que é Design Thinking?


Segundo Alexandra Hütner, consultora na área, Design Thinking é um modelo mental executado através de processo criativo com base na geração e aprimoramento de ideias de forma colaborativa e experimental na busca pela inovação, pelos diferenciais competitivos e pela alta relevância humana, com o objetivo de trazer lucro empresarial e lucro social.


Inovação e Design Thinking andam de mãos dadas. O Design Thinking é um método para buscar inovação. O processo de Design Thinking muitas vezes é considerado caótico pelas pessoas, principalmente na primeira vez em que é vivenciado. Como diz Alexandra Hütner, chega a causar angústia, mas passa! O caos traz muita ansiedade, mas faz a criatividade borbulhar. Após momentos de incerteza, tudo parece se encaixar e atinge resultados impressionantes. No final, é comum as pessoas dizerem: “Como não pensei nisso antes?”.

Como pode ser visto na imagem, o processo começa com uma fase de pesquisa, para compreender o contexto dentro de um ambiente de incertezas. Após pesquisas, as ideias vão sendo geradas e o conceito vai se formando até que as soluções possam ser desenhadas em uma fase em que é possível ter mais foco.


Fases do processo de Design Thinking


O processo de Design Thinking passa por 4 fases principais. 


A primeira fase, denominada imersão, é onde exploramos a realidade vigente. Nesta fase, observamos, entendemos, investigamos a empresa, sua história e concorrentes, a jornada do cliente, os serviços prestados. 

A segunda fase é denominada ideação, e nesta etapa imaginamos um novo futuro, com mapas mentais, brainstormings, desenvolvimento de conceitos e cardápio de ideias. 

A terceira fase, prototipação, é onde são feitas escolhas, testando premissas e construindo cenários. 

A quarta e última fase é chamada realização, fase de testar, produzir e implantar, recebendo feedback de clientes.

 

A essência do Design Thinking diz respeito a entender de pessoas para criar produtos e serviços que realmente agreguem valor, que tenham propósito verdadeiro. Segundo Simon Sinek, 100% dos clientes são pessoas, 100% dos colaboradores são pessoas. Logo, se você não entende de pessoas, você não entende de negócios.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Diferenças entre geles hidroalcoólicos de uso cosmético e geles hidroalcoólicos com usos biocidas

    


Devido à pandemia COVID-19 aumentou enormemente a procura de soluções e geles hidroalcoólicos de desinfeção de mãos para ajudar a prevenir possíveis contágios.

Do ponto de vista legal, existem duas categorias de soluções hidroalcoólicas para as mãos: produtos cosméticos e antisséticos de pele intacta.

Antisséticos de pele intacta

O quadro regulamentar europeu para estes produtos é regulado pelo Regulamento 528/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho de 22 de maio de 2012 relativo à comercialização e uso de biocidas.

Este grupo de biocidas inclui-se no tipo TP1 do Regulamento 528/2012 (Biocidas com fins de higiene humana) e a sua finalidade é a de eliminar os microrganismos da pele para minimizar riscos de contágio por contacto direto.

A comercialização destes produtos requer a autorização prévia por parte do INFARMED, organismo competente no processo de avaliação para o respetivo registo, autorização e comercialização.

Para isso, deve ser apresentada a documentação relativa ao produto, onde deverá constar a relacionada com a eficácia biocida face aos microorganismos (vírus, bactérias, fungos, leveduras, etc.). Em caso de eficácia virucida deverá estar demonstrada conforme o especificado na Norma UNE-EN 14476:2014+A1:2015: Antisséticos e desinfetantes químicos. Ensaio quantitativo de suspensão para a avaliação da atividade virucida em medicina.

Produtos cosméticos

No caso dos geles hidroalcoólicos de uso cosmético, estão regulados pelo Regulamento 1223/2009 sobre produtos cosméticos.

Para a sua comercialização, os geles hidroalcoólicos de uso cosmético devem ser comunicados ao portal de âmbito europeu Cosmetic product notification portal (CNPC).

Tendo em conta a definição do Regulamento (CE) 1223/2009, os geles de mãos hidroalcoólicos cosméticos (habitualmente presentes no mercado como “geles hidroalcoólicos higienizantes”) têm como única finalidade a limpeza das mãos, mas não podem conter menções de caráter biocida, como por exemplo antissético, desinfetante, sanitizante, eficaz contra o coronavírus ou qualquer outra indicação que refira proteção face à contaminação ou infeção por microorganismos. Portanto, a sua eficácia desinfetante não está comprovada nem garantida.

Validação X Qualificação. Qual a diferença?


    A Validação é um estudo utilizado para reforçar as Boas Práticas de Fabricação. Essa pode ser aplicada a métodos de preparação analítica e partes do processo produtivo, portanto pode envolver avaliar os materiais, equipamentos, matérias-primas e qualquer outro item que tenha potencial para impactar na qualidade e segurança do produto.


Lembrando que o termo Validação é composto em normativas e guias, e por isso ela deve ser atendida!
Vale citar a definição de Validação pela RDC 301/2019:

"Validação: ação de provar, de acordo com os princípios das Boas Práticas de Fabricação, que qualquer procedimento, processo, equipamento, material, atividade ou sistema realmente leva aos resultados esperados.”


Mas porque, uma vez se fala em Validação e outa falamos em Qualificação? Existe diferença entre esses termos?

Sim! Existe. A Validação e a Qualificação possuem, essencialmente, o mesmo conceito. Porém, o termo Qualificação é normalmente utilizado para equipamentos e sistemas, enquanto a Validação aplica-se a processos. Portanto, a Qualificação constitui-se numa parte da Validação (WHO,2006). Necessariamente, a qualificação de equipamentos ou sistemas deve proceder qualquer exercício de Validação.

Definição de Qualificação pela RDC 201/2019:


"Qualificação: ação de provar que quaisquer instalações, equipamentos, utilidades e sistemas funcionam corretamente e realmente levam aos resultados esperados"

Alguns exemplos: A Calibração de um instrumento de medição é considerado Validação ou Qualificação?

Resposta: Qualificação, pois deve-se realizar a calibração de possíveis instrumentos presentes nos equipamentos, para garantir os valores dos resultados.

Outro exemplo:

A velocidade de enchimento de um produto líquido está relacionado com Validação ou qualificação?

Resposta: Validação, pois neste caso é considerado um processo, no qual deve-se realizar desafios de velocidade para avaliar o processo de enchimento.

Apesar de velocidade de enchimento parecer mais intuitivamente estar relacionada com o equipamento, esse será aplicado no processo. Na qualificação será avaliado a capacidade do equipamento realizar a velocidade (mínima, média e máxima).



Referências Bibliográficas:

ANVISA. Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos, RDC nº 301, de 21 de agosto de 2019;
WHO (World Health Organization). Supplementary guidelines on good manufacturing practices: validation, 2006.

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