sexta-feira, 5 de março de 2021

O que é BPM, BPMN e BPMS

 

O que é BPM, BPMN e BPMS


Hoje em dia vivemos na era das siglas, e todas as áreas tem suas siglas peculiares. Na gestão de negócios, temos algumas siglas novas, que surgiram nos últimos anos, como o BPM. Com certa frequência, vejo profissionais com duvidas sobre o real conceito do que é BPM, e também com dúvidas sobre a diferença entre BPM, BPMN e BPMS. Para ajudar a esclarecer estas dúvidas, faço abaixo um resumo destes três termos (BPM, BPMN, BPMS), com suas definições extraídas do BPM CBOK 3.0.

BPM – Business Process Management (Gerenciamento de Processos de Negócio)

Representa uma nova forma de visualizar as operações de negócio que vai além das estruturas funcionais tradicionais. Essa visão compreende todo o trabalho executado para entregar o produto ou serviço do processo, independente de quais áreas funcionais ou localizações estejam envolvidas.

BPM é uma nova forma de articular e aplicar de modo integrado abordagens, metodologias, estruturas de trabalho, práticas, técnicas e ferramentas para processos que muitas vezes são aplicadas de maneira isolada. BPM é uma visão holística de organizar, estruturar e conduzir o negócio. BPM também reconhece o papel-chave de pessoas com habilidades e motivação, bem como o uso correto de tecnologias para entregar melhores produtos e serviços para os clientes.

BPM é uma disciplina gerencial que presume que os objetivos organizacionais podem ser alcançados com mais êxito por meio do gerenciamento de processos. Compreende um corpo de conhecimento composto por princípios e melhores práticas para orientar uma organização, e não uma metodologia prescrita ou um kit de ferramentas. Quando implementado com sucesso, BPM se integra e transforma a cultura da organização, moldando a forma como o negócio opera. BPM pode ser aplicado a organizações de qualquer porte, com ou sem fins lucrativos, públicas ou privadas, com o objetivo de direcionar os recursos organizacionais. O gerenciamento de processos de negócio requer a participação de toda a organização, desde a liderança executiva até o nível operacional e ao longo das funções e papéis. 

A premissa de BPM é que os objetivos organizacionais podem ser alcançados por meio do gerenciamento centrado em processos de negócio.

BPM é uma jornada, não um destino. A adoção de BPM reforça a vantagem competitiva das organizações bem posicionadas. Organizações centradas em BPM desfrutam de maior alinhamento entre a estratégia e a operação, maior resiliência operacional, conformidade menos intrusiva e, certamente, aumento de produtividade.

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BPMN – Business Process Model and Notation

É um padrão criado pela Business Process Management Initiative (BPMI), incorporado ao Object Management Group (OMG), grupo que estabelece padrões para sistemas de informação. A aceitação do BPMN tem crescido sob várias perspectivas com sua inclusão nas principais ferramentas de modelagem. Essa notação apresenta um conjunto robusto de símbolos para modelagem de diferentes aspectos de processos de negócio. Como na maioria das notações, os símbolos descrevem relacionamentos claramente definidos, tais como fluxo de atividades e ordem de precedência. 

Para maiores informações também é possivel consultar o Object Management Group: http://www.bpmn.org

Fluxo em alto nível com BPMN
Exemplo de Fluxo em alto nível com BPMN
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Fluxo em baixo nível com raias em BPMN
Exemplo de Fluxo em baixo nível com raias em BPMN


BPMS – Business Process Management Suite

Fornece um novo tipo de ambiente de negócio que integra negócio e tecnologia da informação. O termo "ambiente" é empregado para descrever a operação resultante da utilização de BPMS, pois gera aplicações e fornecem o suporte às operações de negócio na sua execução. Por meio de modelos de negócio, o contexto para a operação em BPMS é definido como uma estrutura passo a passo.

Aplicações podem ser geradas e testadas juntamente com as interfaces para sistemas legados e outras aplicações. Em seguida, colocadas em produção para que suportem as operações de negócio conforme estrutura apresentada no mapeamento do fluxo e regras que definem sua lógica.

Os dados e a interação de pessoas com a aplicação são definidos por formulários e esquemas de banco de dados no BPMS, e o uso de dados direcionado por regras de negócio. Para fornecer dados necessários para prover suporte a regras, normalmente é necessário definir e construir interfaces para as aplicações em uso e suas respetivas bases de dados. Em organizações que empregam SOA, tais interfaces podem ser simplificadas com a utilização de adaptadores que ajudam a definir a integração e os sistemas que irão fornecer a troca de dados entre as aplicações. Isso forma um ambiente completo de operação, onde a operação de negócio é realizada dentro do ambiente BPMS. No entanto, sem os módulos necessários de um BPMS completo, o ambiente não será capaz de gerar aplicações e as vantagens de flexibilidade e velocidade de mudança não estarão disponíveis. 

BPMS tem suas raízes em ferramentas de workflow que evoluíram ao longo dos anos. Nessa evolução, tornaram-se mais capazes de refletir a operação de negócio e, com a adição de motores de regras e geradores de aplicação no início dos anos 2000, começaram a trilhar um caminho diferente – evoluíram para ambientes de operação com aplicações geradas e executadas dentro dos BPMS.


Camada SOA para integrar funcionalidades legadas
Camada SOA para integrar funcionalidades legadas

​Um BPMS proporciona um novo nível de automação por meio da criação e execução de aplicações que combinam lógica mostrada nos modelos de negócio com regras e dados conectados às atividades. Essa capacidade de definir e gerar aplicações de negócio a partir de modelos e regras permite que o BPMS ofereça um gerenciamento avançado de fluxo de trabalho e reportes da situação do fluxo melhorado.

Isso direciona o BPMS a um papel de controle na orquestração de qualquer processo. Como tal, pode ser responsável por conectar processamento de fluxos de trabalho a sistemas legados usando o que for necessário (telas/ funcionalidades), controlar dados usados dentro do trabalho que está sendo realizado (seguindo tanto a abordagem tradicional como SOA) e, em seguida, processar e entregar dados para serem armazenados. Embora um ambiente de operações baseado em BPMS ofereça vantagens, três principais benefícios se destacam:
  • Velocidade na modelagem e geração da aplicação
  • Qualidade por meio da capacidade de exteriorizar regras e testá-las individualmente e em grupos
  • Flexibilidade através de interação rápida

Alteração do Regulamento n.º 852/2004

Alteração do Regulamento n.º 852/2004


  • Foi publicado no Jornal Oficial da União Europeia, o Regulamento (UE) 2021/382 DA COMISSÃO de 03/03/2021 que altera os anexos do Regulamento (CE) n.o 852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho relativo à higiene dos géneros alimentícios no que se refere à gestão de alergénios alimentares, à redistribuição dos alimentos e à cultura de segurança dos alimento.

A destacar:

  • Alergénios:
  1. Adoção do Código de boas práticas para gestão de alergénios em operadores do setor alimentar do Codex Alimentarius (CXC 80-2020)
  2. Alteração do Anexo I – regras para a utilização equipamentos, veículos e contentores utilizados na produção primária
  3. Alteração do Anexo II – gestão de alergénios aplicada em todas as fases de produção de alimentos
  • Redução de desperdício – regras para redistribuição de alimentos para doação
  • Cultura de segurança alimentar – o que é esperado dos operadores, em especialmente da Liderança.

link de acesso:

https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=OJ:L:2021:074:FULL&from=PT

quinta-feira, 4 de março de 2021

Qualidade 4.0 – Como será a Qualidade no futuro?


A Qualidade 4.0 é um termo pouco difundido, trata-se da revolução 4.0 na área da Qualidade. Essa revolução compreende tanto outros temas convergentes com a qualidade como tecnologias para apoiar o setor


A revolução 4.0 da área da Qualidade utiliza diversos temas de gestão alinhados com qualidade. Por exemplo, compliance, inovação, conhecimento, etc. Alguns exemplos desse alinhamento.

 

Contexto da Organização e Partes Interessadas

Na Qualidade 4.0 deve-se abordar e identificar o contexto da organização em diversos aspetos, deve avaliar as questões internas externas por diversos ângulos. Na qualidade tradicional avaliar-se o contexto da organização somente pensando na satisfação do cliente.

Na qualidade 4.0 pode utilizar mais de 80 normas de sistemas de gestão para avaliar o contexto da organização. Vamos imaginar referências como Qualidade (ISO 9001), Inovação (ISO 56002), Compliance (ISO 37301) e Conhecimento (ISO 30401).

Na avaliação de contexto da organização é preciso avaliar as questões internas e externas da organização nesses 4 diferentes ângulos, haverá entradas envolvidas nesses quatro temas de acordo com essas normas e consequentemente as ações envolvidas.

Para partes interessadas não é diferente nesse exemplo, seria necessário avaliar as partes interessadas nos mesmos temas, identificar suas necessidades e expectativas e traçar ações que envolvem estas.

 Contexto das Tecnologias

Seguindo já referências consolidadas sobre indústria 4.0, é necessário avaliar 5 pilares de tecnologias: Internet das Coisas, Big Data, Inteligência Artificial, Segurança da Informação e Computação em Nuvem.

Para aplicação da Qualidade 4.0 um estudo de aplicabilidade sobre os 5 pilares de tecnologia é necessário dentro do sistema de gestão da organização.


Uma avaliação nesse caso pode ser feita dentro do mapeamento e avaliação de processos da organização. A organização deve avaliar quais desses 5 pilares podem ser aplicáveis para cada processo, independente se pode ou irá implementar essas tecnologias (isso fica para a a fase de operação).

Os 5 pilares se forem aplicáveis para algum processo, deve trazer rentabilidade, produtividade ou redução de custos, só assim este será aplicável, caso contrário, não deve ser considerado.

 

Como implementar a Qualidade 4.0?

A organização deve pensar 4.0, ou seja, pensar nas suas necessidades presentes e futuras e ir acoplando temas sobre gestão e tecnologia.

Muitas normas podem ajudar nesse processo, como é o caso da ISO 56002 – Sistemas de Gestão da Inovação e a ISO 30401 – Sistemas de Gestão do Conhecimento. Mas somente essas normas não são suficientes, é necessário avaliar quais os temas que circundam o dia a dia da organização, um exemplo na tabela a seguir:

Esses são apenas exemplos, com a ferramenta robusta de avaliação do contexto da organização e contexto das tecnologias a empresa pode buscar alinhamento na indústria 4.0 e assim iniciar o processo da Qualidade 4.0. A cultura organização irá tomar outra forma, os líderes e liderados irão pensar 4.0, a Qualidade será 4.0.

Transformação digital- Escritório de processos- Gestão por processos

 

Muitos vêm adotando a abordagem de que a transformação digital é praticamente contrária à gestão por processos e outras disciplinas, práticas e conceitos mais tradicionais. O que está completamente errado!

A Transformação Digital e todo esse contexto que temos vivido desde a indústria 4.0 e até ao nosso atual momento mudam tudo, mas, na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma (já diria lavoisier)!

A transformação tem sido quase sinônimo de agilização, porém a agilidade, em sua raiz, não era sinônimo de “coragem” e muito menos de inconsequência! E sim de anti fragilidade: resiliência, adaptabilidade e auto deteção e correção de erros!

Devemos trazer de volta, abordagens que possam ajudar as organizações a tornarem-se anti frágeis. Adaptáveis diante de cenários tão incertos, capazes de tornarem-se mais fortes a cada “teste de hipótese” e lição aprendida.

Sempre que perguntam qual o primeiro passo para iniciar uma cultura de  gestão por processos, devesse responder sem qualquer margem para dúvidas: estabelecer um escritório de processos!

Pode iniciar projetos de automação de processos com bpms, rpa ou outras ferramentas. Pode iniciar projetos de melhoria pontual ou criar ciclos de melhoria continua. Pode até mesmo promover uma primeira onda de mapeamento de processos. Mas sem um escritório, como promover a cultura, gerar "engajamento" e manter a disciplina?

E é por isso que se deve estabelecer o Escritório de Processos

O escritório de processos é um dos elementos mais representativos da gestão por processos. Mas, diante das mudanças trazidas pela Industria 4.0, transformação digital e exponencializadas pela quarentena imposta pela pandemia da covid 19, será que poderá continuar com a mesma atuação?


O escritório vem sendo tradicionalmente responsabilizado pela:

- Padronização de processos
- Deteção de não conformidades
- Centralização do conhecimento
- Monitorização e direcionamento da execução de processos
- Continuidade do negócio baseada na melhoria incremental (planeamento, execução, verificação e ação – pdca)

Entretanto, será a hora de os “escritórios de processos” passarem a atuar justamente na:

- Dinamização dos processos, anti fragilidade (capacidade de adaptar sem se quebrar)
- Condução da experimentação e consolidação de lições aprendidas
- Potencialização do conhecimento descentralizado
- Facilitação da excelência operacional e estratégica
- Continuidade do negócio baseado na resposta imediata às necessidades do mercado e sociedade

Diante do cenário de caos, centralizar, comandar e controlar parece cada vez mais ineficiente e ineficaz. 

segunda-feira, 1 de março de 2021

Acreditação, Certificação ISO, para quê?

 

A certificação ISO existe para atestar a conformidade de um sistema de gestão contra uma norma de referência. Porém, é importante entender os reais motivos e o que há por de trás das certificações ISO.

No final da década de 80 iniciou-se o processo de certificação de normas de sistemas de gestão, com a mais conhecida de todas as normas, a ISO 9001, de lá pra cá muita coisa mudou e muitas outras certificações foram criadas, porém o objetivo é o mesmo, atestar a conformidade contra a referência.

No final da década de 80 grandes corporações no mundo inteiro procuraram a certificação e isso continua até hoje, passando por empresas de grande, médio e pequeno porte, seja da área de serviços ou manufatura.

O que é a certificação?

A definição sobre certificação ISO, de uma forma simples é “Atestado de credibilidade sob um tema específico, por necessidade requerida, para demonstrar a uma ou mais partes interessadas”.

Uma certificação ISO é um atestado de credibilidade seja sobre qualidade, meio ambiente, compliance ou qualquer outro tema.

Então, independente da motivação para ter ou não uma certificação ISO, o certificado é um atestado de credibilidade de uma avaliação de conformidade daquele tema. Essa credibilidade é preservada por todo um sistema de conformidade daquele processo.

Sistema de conformidade

Basicamente o sistema de conformidade que gera a credibilidade num certificado passa por regulamentos de fóruns internacionais, regulamentação de organismos de acreditação, e toda gestão de imparcialidade de um organismo de certificação.

Mas afinal, certificação ISO, para quê?

Defina a real necessidade da certificação. 

O triângulo de certificação ISO.

Para que essa certificação seja sustentada primeiro a organização deve querer um atestado de credibilidade. Um ponto importante deve ser uma necessidade específica também, como solicitação do cliente, melhoria de processos, marketing, exportação, reconhecimento, etc.

Para fechar o triângulo da certificação, como mencionado em alguns motivos de necessidade, uma parte interessada que solicita a necessidade também é necessária, seja a própria alta direção, cliente, sociedade, colaboradores, ou em alguns casos até órgãos reguladores.

Independente da parte interessada, da necessidade e também da vontade em atestar credibilidade de um tema, a certificação independente do tema, se implementada corretamente vai mostrar à organização a melhoria de processos como ferramenta de gestão de negócios, e essa vai perdurar justamente por isso.

Certificação ISO para quê? Para ajudar organizações a se perpetuarem.


De forma semelhante, um raciocínio semelhante se poderá ter quando se substitui o termo acima (certificação) por acreditação. Ou seja porquê a acreditação?

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Tríplice Hélice da Inovação: EMPRESAS, UNIVERSIDADES E GOVERNO- Governo Local


O QUE É A TRÍPLICE HÉLICE DA INOVAÇÃO?


A Tríplice Hélice da Inovação consiste em um paradigma de produção de inovação que deixa de ser centrado apenas na indústria e passa a se apoiar em três elementos inter-relacionados: as empresas, as universidades e o governo.


Nesse cenário, todas as partes possuem um papel importante. As universidades são o centro da produção de inovação em si, tanto pela formação de profissionais de alto nível quanto pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias, pois congregam pessoas e conhecimentos especializados; as empresas puxam esse processo, a partir das suas necessidades práticas; e o governo é o facilitador, seja por meio de programas de incentivo à pesquisa, seja reduzindo as burocracias necessárias para desenvolver e implementar as inovações.

 

AS DIFERENTES FASES DA TRÍPLICE HÉLICE DA INOVAÇÃO 


A Tríplice Hélice da Inovação passa por um processo de evolução até chegar ao modelo de inter-relação. Esse processo é constituído por três fases.

Na primeira fase, empresas, universidades e governo são definidos institucionalmente e não se sobrepõem. As empresas visam produzir; as universidades visam gerar e transmitir conhecimento; o Governo visa administrar o Estado e, dentro dessa atividade, regular as empresas e universidades. Eles não trabalham juntos para atingir os seus objetivos.

Na segunda fase, passamos a ver relações bilaterais entre esses elementos. Por exemplo, empresas e universidades podem formar parcerias, porque as empresas precisam de profissionais qualificados e as universidades precisam de investimentos.

Finalmente, na terceira fase, constrói-se uma relação entre os três elementos, com uma diluição das fronteiras entre eles. A figura abaixo representa essa fase.

É importante notar que, enquanto a relação entre empresas, universidades e governo torna-se quase simbiótica do ponto de vista de produção da inovação, cada uma possui os seus interesses que estão sendo atendidos por meio dessa colaboração “trilateral”:

  • as universidades, com o suporte das empresas e do governo, podem se destacar como centros de excelência;
  • as empresas, com a inovação produzida pelas universidades e os benefícios oferecidos pelo governo, podem aumentar a sua competitividade no mercado;
  • o governo, ao fortalecer universidades e empresas, gera impacto positivo em duas áreas essenciais da sua atuação, a educação e a economia do país.

Assim, a Tríplice Hélice da Inovação não é meramente um paradigma que beneficia a inovação nas empresas, mas um arranjo sistêmico que gera consequências positivas bem mais amplas.

  

CENÁRIO ATUAL


O cenário atual é de inevitabilidade do fortalecimento da Tríplice Hélice da Inovação.
Isso pede a atenção de todos os profissionais, desde os executivos nas empresas, passando pelos funcionários públicos e políticos, até os administradores e professores de instituições de ensino superior. É necessário que todos passem a considerar a dinâmica da Tríplice Hélice na tomada de decisões estratégicas. Já não basta mais olhar somente para a própria organização.

Outro ponto importante é o tempo. Universidades, empresas e Governo têm tempos diferentes para tomar ações e produzir resultados. Para que a relação entre eles sejam possível, é preciso encontrar uma forma de sincronizar esses diferentes tempos, dentre os quais o das empresas é o mais acelerado. 

Por fim, isso levanta ainda mais uma questão: com o fortalecimento da Tríplice Hélice da Inovação, as empresas ficam sujeitas às consequências do que acontece no âmbito de outras esferas; notadamente, da política. Portanto, é necessário que os executivos estejam atentos aos debates, para entender como a passagem de bastão dentro do Governo pode afetar os caminhos da inovação.

Os centro tecnológicos e os laboratórios de Inovação são pontos de confluência desta tripla Hélice da Inovação!!!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

CULTURA DE INOVAÇÃO



Cultura de inovação é um conjunto de hábitos e valores que promovem a criatividade e apoia a geração de ideias vinda de todos os setores da empresa, buscando mudar a forma de fazer negócios, valorizar os colaboradores, otimizar recursos e melhorar resultados.



O que é Cultura de Inovação?

Qual é a importância da Inovação para o desenvolvimento das empresas?

Quais as boas práticas para a Inovação?

Benefícios da Cultura de Inovação

Os primeiros passos para implementar a Cultura de Inovação

Como desenvolver uma Cultura de Inovação?

Comportamentos essenciais para a Cultura de Inovação nas empresas



A inovação é frequentemente associada à introdução de novos produtos ou serviços na empresa. No entanto, também pode ser relacionada a como mudar a forma de fazer negócios. E isso tem uma relação direta com a cultura da organização.

Inovar abrange novos usos de tecnologias, métodos de trabalho aperfeiçoados, novas formas de atender os clientes e melhores sistemas e processos.


Para ter sucesso, a inovação precisa de ser apoiada, pela equipa e todos os outros parceiros de negócios. 


O QUE É CULTURA DE INOVAÇÃO?



Quando se pensa em inovação, qual a primeira coisa que surge? A maioria das pessoas pensa que inovação está presente apenas em grandes Startups e que o seu conceito se limita em criar novas tecnologias, produtos e serviços. 

A inovação vai muito além disso. Inovar envolve criar novos modelos de negócios, novas formas de atender as necessidades dos consumidores, novos processos organizacionais, novos meios de competir e cooperar no ambiente empresarial. Num cenário cada vez mais competitivo e globalizado, a inovação é essencial para a sobrevivência de qualquer organização.

Seja qual for o segmento de atuação ou o tamanho do negócio, pequeno, médio ou grande, manter-se em constante processo de inovação é essencial para um diferencial competitivo. Afinal, é só inovando que se consegue manter à frente da concorrência.

O grande input para transformar a inovação num diferencial competitivo, efetivo e sustentável é agregar a cultura nesse processo.

Dentro de uma organização, o significado de cultura está diretamente relacionado aos comportamentos, valores, crenças e hábitos que a empresa adota na intenção de otimizar a criatividade dos seus funcionários, o que resulta em processos de criação inovadores e sustentáveis, novos produtos, resoluções, e até métodos de planeamento.

Promover uma cultura de inovação dentro da empresa é fundamental para um negócio duradouro. 

Quando dizemos que a cultura é de inovação, significa que aquela empresa foca na criatividade das suas equipas, fornecendo autonomia e permitindo que novas ideias surjam. Os seus benefícios já são confirmados em muitas grandes empresas.

Organizações que promovem uma cultura de inovação acreditam que a inovação não vem apenas das lideranças, mas sim de qualquer pessoa na organização.




QUAL A IMPORTÂNCIA DA INOVAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DAS EMPRESAS?


Não há empresas, organizações ou instituições que consigam sobreviver ao longo dos anos sem inovar, sem implementar melhorias que agreguem valor para os seus consumidores.

A inovação é uma ferramenta fundamental para uma empresa competir e sobreviver. É algo novo, que gera lucros, atraindo os consumidores e aumentando a receita.

Organizações que se preocupam em inovar na sua cultura constantemente, são as que mais crescem. A prática da cultura de inovação faz ser possível revitalizar e garantir o crescimento do seu negócio, possibilitando melhorias na produção e utilidade de produtos. 

Pode também promover mudanças na missão e valores da empresa e pode ser adaptada para qualquer tipo de negócio.

A princípio, mudanças podem despertar inseguranças, afinal, é mais fácil prender-se ao conhecido e se manter na zona de conforto. Porém, para crescer e se desenvolver é necessário arriscar.

Isso não implica que se precise todos os dias criar algo completamente novo ou fazer mudanças bruscas dentro da organização. A eficiência encontra-se nas pequenas mudanças do cotidiano. 

A inovação deve ser encarada como uma oportunidade de crescimento, que possibilita um diferencial competitivo no mercado.



QUAIS AS BOAS PRÁTICAS PARA A INOVAÇÃO?


A utilização de práticas certas e sólidas para a inovação podem trazer uma maior assertividade e gerar uma melhora significativa na cultura da organização. Conhecer boas práticas de inovação e investir de maneira correta nessa área pode ser um divisor de águas para a empresa. 

Contar com uma boa gestão de inovação mostra que a empresa é atualizada e está disposta a se adaptar às mudanças no mercado e no consumo.

Quando o público e os colaboradores percebem o valor nesse investimento, passam a olhar a instituição com outros olhos.

A colaboração é uma das principais práticas. Adotar uma cultura colaborativa permite um relacionamento mais aberto entre os membros de uma organização. 

Também é importante lembrar de investir sempre em um ambiente com uma atmosfera agradável que garantam a motivação e energia necessária na produtividade. 

Outro foco importante é promover a criatividade e a iniciativa. Seja através da utilização de ferramentas digitais de colaboração ou de iniciativas que facilitem o surgimento de novas ideias.


Uma cultura de inovação adequada possibilita hábitos como gerenciar competências, aspetos comportamentais, ambientes, processos, recursos e estratégias que agrega na cultura empresarial.


BENEFÍCIOS DA CULTURA DE INOVAÇÃO


Desenvolver um foco inovador nos seus processos de negócio, vai garantir que todos estejam trabalhando para desenvolver melhores práticas e otimizar a eficiência e o desempenho da empresa.


Veja alguns benefícios da cultura da inovação:


MAIOR ATRATIVIDADE DE CLIENTES


Num mundo onde a informação é amplamente disponível e a comparação entre concorrentes é facilmente realizada, empresas com a cultura de inovar certamente se destacam.

Isso acontece porque essas organizações criam valor continuamente e passam a ser percebidas como parceiros estratégicos para os seus clientes. A capacidade de inovar, e não somente uma inovação específica, torna-se uma competência essencial do negócio.


USO MAIS EFICIENTE DE TODOS OS RECURSOS


Esse é um grande desafio para as pequenas e grandes empresas. Os colaboradores de uma empresa com forte cultura de inovação estão sempre avaliando e revendo a sua forma de trabalhar e isso é fundamental para reduzir custos, aumentar a produtividade e garantir efetividade dos negócios.


MAIOR ATRAÇÃO E RETENÇÃO DE TALENTOS


Todos gostam de trabalhar em ambientes inovadores e desafiadores, que promovem a importância das pessoas para a resolução de problemas. Organizações com a cultura de inovação reforçam o reconhecimento do papel da sua equipa para os resultados e valorizam o potencial criativo e analítico dos colaboradores independente da função e hierarquia. 



ABORDAGEM PROATIVA



Organizações inovadoras criam um ambiente propício para a proatividade, pois os seus colaboradores incorporam à sua rotina a análise crítica sobre os problemas e a criação de soluções.

Essa capacidade naturalmente torna-se um dos valores dessas companhias, transformando-se na forma natural como os seus funcionários realizam suas atividades.




QUEM TEM IDEIAS INOVADORAS? OS COLABORADORES


Isso mesmo, a equipa.

A maioria das ideias para aumentar o crescimento corporativo e lucros não são descobertas de madrugada ou no isolamento do escritório.

Elas vêm de pessoas que, diariamente, estão na linha de frente da empresa, atendendo os clientes, trabalhando nos processos, explorando novos mercados e enfrentando a concorrência.

Em outras palavras, os colaboradores.

Muitas empresas que fizeram sucesso com inovação tem como parte da sua estratégia contínua aproveitar as energias criativas e os insights dos empregados que ocorrem através das funções de cada um.

O caminho é valorizar as suas equipas a propor ideias inovadoras para alimentar o funil de inovação da empresa.

Os funcionários não devem ser treinados apenas para fazer suas rotinas diárias. Eles precisam ser guiados para pensar além. Devem ser orientados para perceber ativamente os problemas e buscar ideias inovadoras para resolvê-los. 


Existem 4 principais motivos para você aproveitar as ideias de seus colaboradores, sendo:



1 - FUNCIONÁRIOS DA LINHA DE FRENTE VÊEM MELHOR OS PROBLEMAS E OPORTUNIDADES DO DIA A DIA DA OPERAÇÃO QUE OS GESTORES E DIRETORES


A alta liderança das empresas tipicamente tem acesso a indicadores consolidados do negócio e, com isso, consegue identificar os principais desafios que a organização deve superar. 

No entanto, são os colaboradores da linha de frente os mais capazes de dar soluções para resolver esses desafios, pois eles estão em contato direto com os clientes e com os processos de trabalho.

Em resumo, as organizações com cultura da inovação são direcionadas pelo topo e conduzidas pela base. 


2 - A MAIORIA DAS IDEIAS É OBJETIVA E DE BAIXO CUSTO DE IMPLENTAÇÃO


Um dos grandes problemas da inovação é que muito se fala a respeito, mas pouco se faz de concreto. Em muitos casos, a razão para isso é que são criadas iniciativas grandiosas com equipas dedicadas à missão de inovar e delas esperam-se grandes resultados como que em um passe de mágica.

Quando são dadas responsabilidade e autonomia para todos das linhas de frente inovarem, as soluções encontradas são muito mais simples, pois são pensadas por quem conhece a fundo o processo de trabalho ou o cliente sendo atendido. 


3 - AS IDEIAS IMPACTAM DIRETAMENTE EM ASPECTOS INTANGÍVEIS DO NEGÓCIO


Em última instância, os negócios são realizados entre pessoas. Resultados tangíveis são muitas vezes obtidos devido a aspetos intangíveis do negócio, como qualidade de atendimento e o entendimento profundo das necessidades dos clientes.

Esses aspetos, no entanto, são difíceis de ser percebidos e atacados pela alta liderança, enquanto podem ser facilmente identificados pelos colaboradores da linha de frente. O diferencial frequentemente está nos detalhes.



4 - FORNECE AO NEGÓCIO UMA PERSPECTIVA ÚNICA DOS FUNCIONÁRIOS SOBRE AS POTENCIALIDADES DOS CLIENTES


As soluções que surgem no atendimento da linha de frente podem se tornar uma fonte inesgotável de ideias inovadoras. 

A equipa pode ser capaz de sentir as dificuldades dos clientes e se alinhar a partir de uma perspetiva única e, se forem treinados e seguirem um processo de gestão de ideias, podem se alinhar para resolver continuamente os problemas que aparecem.

Em resumo, aceitar as soluções que sua equipa: afinal, a inovação é um trabalho de toda a equipa.



OS PRIMEIROS PASSOS PARA A IMPLANTAR A CULTURA DE INOVAÇÃO


A cultura de inovação é um conceito que está a ganhar cada vez mais espaço nas organizações e que objetiva promover a competitividade num cenário em que se destacar é crucial. 

Isso envolve a busca por atitudes e mudanças inovadoras dentro da empresa. Para introduzir essa cultura dentro da empresa é preciso que seja um objetivo comum de todos os gestores, que não seja uma regra, mas sim uma característica dos colaboradores como um todo. Que de facto faça parte da essência organizacional, de forma que seja colocada em prática no dia a dia. 

Para isso, é necessário deixar para trás qualquer resquício de ambiente engessado e permitir que todos possam de facto explorar as suas ideias, isso possibilita adotar mudanças e estratégias na rotina empresarial para construir um ambiente mais propício à inovação. 

Algumas dicas que irão impactar significativamente a vida da sua organização:



NOVAS IDEIAS SÃO SEMPRE BEM-VINDAS


A cultura da inovação só persevera em um ambiente que seja propício para o seu desenvolvimento. Por isso, cultive uma atmosfera favorável, estimulante e flexível, com condições necessárias que fomente a busca por inovação dos colaboradores.

Crie mecanismos para incentivar a participação dos colaboradores, estimule-os a expressarem as suas ideias, amplie sua capacidade de questionamento. 

Celebre as conquistas. Mostre os resultados de posturas inovadoras. Invista em um espaço onde o diálogo é bem-vindo e todos se sentem convidados a expressarem os seus pensamentos. 

Uma empresa inovadora é aquela que dá oportunidade para seus colabores inovaram e absorverem os resultados desse processo.


SOFTWARES E APLICATIVOS DE GESTÃO DE IDEIAS


Não é porque inovar vai além da tecnologia que não se pode aproveita-la a seu favor. Inovação tem tudo a ver com tecnologia, por isso, usufrua ao máximo o que a era digital em que vivemos pode oferecer.

Nesse cenário, destacam-se os aplicativos e softwares. Eles podem servir como um grande facilitador para diminuir as burocracias dentro da empresa.

Pense em tudo o que pode ser automatizado na sua empresa. É possível aproveitar ferramentas digitais para diminuir o trabalho burocrático e deixar os seus colaboradores mais livres para pensarem em estratégia – e, é claro, em inovação!


ACOMPANHAMENTO DE TENDÊNCIAS DO MERCADO


Inovar tem tudo a ver com originalidade, mas também com olhar para fora do próprio negócio. Informar-se e estar por dentro do que outras empresas e o mercado estão a fazer ajuda a empresa a atualizar-se e se adaptar as novas tendências do mercado.

Busque compreender quais são as estratégias e soluções que têm funcionado para outras empresas e reflita sobre como elas podem ser úteis também no seu modelo de negócio.

Conversas de benchmarking também podem ser interessantes para ter boas ideias, assim como a participação em eventos do segmento da sua organização.



O INCENTIVO DA CRIAÇÃO COLETIVA


É impossível inovar sozinho. Incentive os seus colaboradores a trabalharem juntos, ambientes que estimulam o trabalho em equipa estão mais propícios à inovação. Pois duas cabeças criando são melhores que uma. 

Estimule a capacidade dos seus colaboradores de trabalharem em conjunto, unindo ideias diferentes em prol do mesmo objetivo. 

Cabe ao líder manter a equipa focada em inovar e trabalhar em grupo. Para isso, relembre os colaboradores dos objetivos da empresa e busque trazer novas ideias para dentro do grupo. Troque ideias e opiniões num contexto em que os resultados vão ser benéficos para todos os envolvidos.


DÊ O EXEMPLO


Como é papel dos gestores atuarem como líderes no processo criativo, é muito importante que eles adotem sempre uma postura inovadora e questionadora.

Atuando como verdadeiros exemplos a serem seguidos, os colaboradores tendem a seguir as posturas e modelos mentais dos seus líderes.

De nada adianta pregar a inovação se ela não estiver presente no seu comportamento e escolhas. Das menores e mais simples até aquelas mais significativas dentro da organização. É papel do líder educar pelo exemplo e mostrar como é possível inovar no dia a dia.


METAS: NÃO TENHA MEDO DE ERRAR


Toda mudança na organização deve acontecer com um objetivo por trás, por isso, tenha objetivos claros com a inovação. 

Inovar por inovar, sem metas definidas, pode resultar em desperdício de tempo e dinheiro. Qualquer que seja o foco, o importante é que ele seja bem definido e mensurável.

Depois de colocar a inovação em prática, acompanhe e meça os resultados. Avalie se as mudanças estão trazendo os resultados desejados. Se sim, hora de celebrar! Mas, caso contrário, não desanime, continue à procura de soluções inovadoras e não tenha medo de errar. 

Errar faz parte do processo. 

Não tenha medo, inovar exige coragem. Seja ousado, criativo e inovador e prepare-se para colher os frutos dessa decisão.

Ter uma cultura da inovação implementada com sucesso é um grande diferencial competitivo atualmente.


Implementar práticas de inovação consiste em mudanças estruturais na sua empresa, por isso, aplicar e manter uma cultura da inovação não é fácil. Mas, tenha paciência, essa é uma ação que pode levar tempo para se consolidar, porém, os frutos a serem colhidos tendem a ser sempre positivos.

É um processo trabalhoso e que requer paciência, conhecimento e a consciência de que, na maioria das vezes, os resultados serão visíveis e mensuráveis em longo prazo. Por isso, manter a motivação do colaborador sempre acesa é o que dará impulso para que ele inove constantemente.


COMO DESENVOLVER UMA CULTURA DE INOVAÇÃO?


Estabelecer uma cultura de inovação na empresa envolve uma impactante mudança na forma de agir das pessoas. Para isso, é preciso sensibilizar e motivar todos os níveis da organização para atingir esse resultado.

Dicas para motivar os colaboradores a fazerem parte da cultura da inovação.


INCENTIVE UMA POSTURA DE APRENDIZAGEM


Os funcionários devem ser incentivados a compartilhar as suas ideias e a explorar as suas iniciativas sem medo de errar. A inovação pressupõe a incerteza e, por isso, é natural que os erros ocorram.

O ideal é que a liderança da empresa reforce que inovar envolve errar e aprender em iterações contínuas. Além disso, deve haver um reconhecimento de que não tentar nada inovador é muitas vezes o maior risco que uma empresa pode correr.


CONTRATE PESSOAS COM PERSPECTIVAS DIFERENTES


Valorize profissionais que entendem a visão da empresa e estejam alinhados com os seus valores, mas que não necessariamente pensem igual. 

Crie equipas com perspetivas diferentes, origens, paixões e capacidades diversas. Ter funcionários com um conjunto alternativo de ideias e abordagens de resolução de problemas irá facilitar a criação de um ambiente inovador.


LIDERE PELO EXEMPLO

Seja aberto e acessível a novas ideias. Certifique-se de que cada colaborador seja incentivado a compartilhar os seus insights. 

Crie espaços dentro das reuniões rotineiras para discutir a inovação. Certifique-se de todos os líderes da empresa também estimulem a inovação.

De forma geral, valorize o comportamento inovador
.


TENHA UM PROCESSO


Certifique-se de que há um processo que todos entendem para avaliar cada nova ideia. Os funcionários se sentirão encorajados a fazer sugestões e recomendações se estiverem confiantes de que as suas ideias serão devidamente consideradas.

Para isso, é essencial que seja implementado e comunicado um programa corporativo de ideias de inovação.

Ao implementar uma cultura de inovação no seu negócio apoiada por práticas de trabalho para incentivar a participação dos funcionários, a sua empresa vai avançar com a necessidade do cliente e beneficiar-se de rentabilidade melhorada que, afinal, é um resultado do crescimento.

E o mais importante de tudo: terá colaboradores altamente motivados e que serão dedicados à sua visão de negócios e inspirados a contribuir para o sucesso do seu negócio.



4 COMPORTAMENTOS ESSENCIAIS PARA A CULTURA DE INOVAÇÃO NAS EMPRESAS



Para liderar um programa de inovação orientado por ideias, é necessário que o profissional e a sua equipa tenham uma mentalidade de eficiência e desapego a cargos e posições hierárquicas. Um executivo apegado ao poder do cargo fatalmente entrará em conflito com os pré-requisitos necessários para a implementação de uma cultura de inovação.

Tomadas de decisão, influência sobre seus colaboradores e diversos outros aspetos da gestão de uma organização podem acabar sendo prejudiciais para uma liderança inovadora.



Quatro comportamentos necessários para liderar o desenvolvimento de uma cultura de inovação no seu empreendimento. 


1. HUMILDADE


Num mercado cada vez mais competitivo, é um erro comum ver a humildade como uma fraqueza, ou como uma característica indesejável por projetar insegurança ou passividade. 

Assim, para um líder interessado em desenvolver uma cultura de inovação e incentivar o livre tráfego de ideias na organização, a perceção de que ser humilde é algo negativo não poderia estar mais longe da verdade.

Uma gestão de inovação encarada com humildade faz toda a diferença para o input de novas ideias e, por consequência, para o desenvolvimento e a execução de trabalhos e realizações com maior qualidade e potencial competitivo.

É importante saber se colocar em um contexto colaborativo e ter humildade para ouvir e respeitar opiniões diferentes.

Em uma organização com liderança inovadora, as contribuições e o trabalho de todos devem ter a mesma importância e, nesse momento, a humildade torna-se uma característica essencial.

Inclusive, a humildade é vital em processos relacionados diretamente com o cliente, e a gestão deve estar preparada para saber operacionalizar suas ideias na otimização de seus processos.



2. SER ORIENTADO POR MELHORIAS


Tendo a humildade como um pré-requisito para uma cultura de inovação, é preciso também que o líder de inovação saiba direcionar os seus esforços e os de sua equipa para uma melhoria contínua.

É fundamental que a liderança de inovação saiba identificar as ideias que podem reduzir custos e aumentar as receitas – sejam através de iniciativas de melhoria dos processos de atendimento aos clientes ou de renegociação com fornecedores para melhorar o tempo de entrega ou reduzir custos operacionais. 

Somente fornecer uma solução para a submissão de ideias, utilizando tecnologias sem fazer com que essas ideias sejam incentivadas e orientadas para melhorar os fluxos e processos da organização é desperdiçar o potencial dessa ação.

Para implementar melhorias, é importante ouvir a sua equipa. Mas é um comportamento-chave fazer com que sua liderança inovadora seja orientada por melhorias.

Dessa forma, é incentivada a circulação de ideias que sejam realmente relevantes e possam fazer com que a empresa cresça e se desenvolva.



3. TER MENTALIDADE DE EXECUÇÃO


Assim como os próprios processos da jornada do seu cliente, a cultura de inovação depende de um processo eficiente.

Ideias, por melhores ou mais bem-intencionadas que sejam, não têm peso ou valor de argumento sem que sejam implementadas e testadas na prática.

Ter uma mentalidade de execução é o que faz sua liderança inovadora sair da teoria para uma realidade de facto.

As ideias são frutos de um processo criativo entre você, a sua gestão e os seus colaboradores. E nesse tipo de processo, muitas vezes, não são consideradas variáveis que podem alterar todo o resultado e até mesmo o andamento do projeto antes mesmo de ele atingir a maturidade necessária.

Por isso, é importante uma mentalidade de execução aliada às demais características-chaves fundamentais.

Uma metodologia essencial para incentivar essa mentalidade para a sua liderança de inovação e para as ideias de seus colaboradores é a prototipagem.

Modelos, esquemas, miniaturas, versões funcionais para teste, dados coletados em nuvem, são muitas as ferramentas que ajudam o ato de idealizar a se transformar em execução de facto.

Um líder de inovação precisa promover e viabilizar essa mentalidade nos projetos que administra por meio dessas ferramentas e de uma filtragem de ideias orientadas à melhoria e que possam ser aperfeiçoadas ou ajustadas para que resistam à etapa de execução e implementação.



4. TER HABILIDADE DE TRABALHAR DE FORMA COLABORATIVA


Como já mencionado ao apresentar a humildade como comportamento-chave para a liderança inovadora, é importante para o líder de inovação saber se colocar em um contexto colaborativo.

É importante salientar que ter a habilidade de trabalhar de forma colaborativa envolve não apenas ter, de fato, o conhecimento necessário para promover inovação na sua gestão.

Um trabalho colaborativo exige que o líder de inovação saiba educar os seus colaboradores, alinhando-os para que possam colaborar efetivamente por meio das suas ideias e atitudes.

Uma ação importante para que a cultura de inovação se propague é o gestor permitir que processos colaborativos ocorram de forma livre e contínua.

Primeiramente, é preciso ouvir os colaboradores, clientes e outros gestores e orientá-los sobre como contribuir para um trabalho viável e orientado a melhorias.

Após esse passo, é importante que o gestor saiba como comunicar de modo atrativo e agregador a cultura de inovação e os seus resultados para a empresa como um todo.

Pequenas ações como facilitar a realização de reuniões ágeis para a solução de problemas ou incentivar ideias e atividades de aperfeiçoamento dos processos fazem toda a diferença ao promover um ambiente que favoreça a criatividade, a inovação e a colaboração.

Para que tudo isso ocorra, é vital que o trabalho corporativo seja bem visto e recompensado dentro da própria cultura da empresa. Fazer recrutamento interno, por exemplo, pode ser um bom indicativo de como é relevante para a sua equipa desenvolver habilidades para trabalhar de forma colaborativa e aderente à cultura da organização.




CONCLUSÃO



Desenvolver uma cultura de inovação não é simples, mas é fundamental. Existem culturas empresariais, pressões do mercado externo e desconfiança por parte de alguns profissionais, além de outros obstáculos que impedem que essa cultura possa crescer.

Posições de poder de gestores que não tem nem querem desenvolver comportamentos necessários para uma liderança de inovação podem colocar em risco o envolvimento dos funcionários e uma cultura voltada à geração de ideias inovadoras e focadas nas necessidades da sua empresa.

É preciso saber destacar os profissionais certos e proporcionar um ambiente amigável e propício para a cultura de inovação e colaboração. E sem um líder humilde, orientado por melhorias, com mentalidade de execução e a habilidade de trabalhar de forma colaborativa, não há organização nem ideias que possam ser realmente inovadoras.


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