terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Cultura de Inovação x Área de Inovação

 


    Analisando o conceito de inovação, os motivos para inovar e as características das empresas inovadoras, podemos também ver a cultura de inovação. Ter uma cultura de inovação é o mesmo que criar um departamento dedicado à inovação?


Cultura de inovação 

    A inovação não acontece sozinha. Se uma empresa deseja inovar, deve criar uma cultura que incentive a cooperação, recompense a criatividade e promova um estilo de trabalho positivo que crie mais oportunidades para cada indivíduo. Podemos dizer, de maneira bem prática, que a cultura de inovação é um ambiente que apoia o pensamento criativo e avança nos esforços para extrair valor econômico e social do conhecimento e, ao fazê-lo, gera produtos, serviços, processos novos ou melhorados. Também é correto afirmar que uma cultura saudável de inovação tem um conjunto compartilhado de valores e crenças que se reforçam mutuamente sobre a importância da inovação, bem como um padrão integrado de comportamento que apoia a pesquisa e a inovação. Em suma, quando falamos em cultura de inovação estamos a fazer referência às crenças, aos valores e às práticas em torno desse objetivo. É algo mais subjetivo. Há uma cultura de inovação quando todos entendem o valor de inovar e trabalham por isso, ou seja, quando o "mindset" corporativo têm a inovação no seu DNA.

Área de inovação

    Agora, se a cultura de inovação está ligada à subjetividade, ao "mindset" organizacional, a criação de uma área é um resultado prático dela. Espera-se que uma empresa crie um departamento de inovação quando já tiver avançando na criação de uma cultura inovadora. De contrário, são muito grandes as chances da equipa envolvida ficar ilhada/isolada e não conseguir implementar inovações concretas. Muitas empresas chamam à sua área de inovação de laboratório ou centro, ou ainda de estúdio de inovação ou departamento de inovação. Não importa a nomenclatura. O que importa é que é um ambiente físico criado geralmente com a missão de servir como um ponto focal para programas e atividades de inovação. Como os demais departamentos, a área de inovação deve contar com uma equipa de trabalho dedicada a inovar. Ela é composta por profissionais escolhidos a dedo, que podem ser colaboradores da empresa ou de fora dela, dependendo das necessidades e dos propósitos envolvidos.
 

Differences: Qualification, Validation, Verification, Calibration



Because of the manufacturing process roots of validation and its terminology, a distinction is sometimes made between qualification and validation.  Within the context of information systems the difference is that equipment and computer systems are qualified and computerized systems (including the controlled process) are validated.

Adding to the confusion caused by these terms with similar and overlapping meanings, different organizations mix the terms and definitions. Some organizations refer to verification as validation. Some define verification as dynamic testing and validation as static testing. Others refer to testing as verification or qualification. And others refer to qualification as validation.


The FDA provides us this definition:

Establishing documented evidence which provides a high degree of assurance that a specific process will consistently produce a product meeting its predetermined specifications and quality attributes.

It is important to bear in mind the purpose of the method to be validated. If the method is intended to serve as an alternative to a pharmacopeia method, then one must establish its equivalence to the pharmacopeia method in terms of the end result. Remember that the purpose of a method in the pharmacopeia is to determine whether the pharmacopeia article (for which a monograph exists in the pharmacopeia) satisfies the requirements in the monograph. If instead the purpose behind the use of a pharmacopeia method is for a purpose other than demonstrating that the article complies with monograph requirements, it is not necessary to perform the validation relative to the pharmacopeia results. This means that the validation should be conducted relative to the specific purpose for which it is intended. Also implicit in this is the use of a non-pharmacopeia method to determine something for which a pharmacopeia method exists, but again for purposes unrelated to satisfying a monograph requirement.

Wow, what a definition. Now the terms in a simple explanation:

Qualification is the action of proving that any equipment are properly installed, works correctly and leads to the expected results. The meaning of the word, validation, is sometimes broadened to incorporate the concept of qualification. If the instrumentation is not qualified, ensuring that the results indicated are trustworthy, all other work based upon the use of that instrumentation is suspect.

Qualification is a part of validation.

Qualifications tend to be smaller in scope than validations, tend to be less dynamic, and are frequently a subset of a greater validation initiative.

Validation provides documented evidence, to a high degree of assurance, that the computerized systems are accurately and reliably installed and can perform their functions as intended for use.

Validation is a lifecycle, and qualification is part of this lifecycle. Validation proves that the overall process works for a specific system. For example, the overall process needs to be validated for a specific application, while equipment hardware and software and the reference material used for the application should be qualified before or within the validation.

Validation of an analytical procedure is the process by which it is established, by laboratory studies, that the performance characteristics of the procedure meet the requirements for the intended analytical applications.

Validations tend to be used when assessing something dynamic that is more prone to inadvertent change. They also tend to be larger endeavours including one or more subordinate qualifications (and/or verifications).

Verification means confirmation by examination and provision of objective evidence that specified requirements have been fulfilled.

Verification is intended to check that a product, service, or system (or portion thereof, or set thereof) meets a set of design specifications.

Verifications tend to be used when assessing something completed that is static and is not prone to inadvertent change.

Calibration is testing the equipment in relationship between indicated values by an instrument or system for measuring, recording and controlling and the corresponding known values of a reference standard. Therefore, limits for acceptance of the results of measuring should be established.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

INOVAÇÃO INCREMENTAL VS INOVAÇÃO RADICAL: QUAL A DIFERENÇA?

Capa do artigo sobre as diferenças entre inovação incremental e radical

Inovação incremental e radical são termos cada vez mais populares na atualidade, mas o que muitos não sabem é que esses não são conceitos novos.   

Ambos os conceitos já foram citados em 1939, pelo austríaco Joseph Schumpeter, no seu livro “Bussiness Cycles”. De acordo com Schumpeter, a inovação incremental é um progresso em cima de algo que já existe, sendo este conceito o oposto à inovação radical. 

Ainda hoje, é comum que alguns profissionais encontrem algumas dificuldades na hora de diferenciar estes dois tipos de inovação. Por isso existe neste artigo as diferenças entre os dois tipos de inovação — incremental e radical — e como cada uma vai gerar valor para o seu negócio.  


AFINAL, O QUE É INOVAÇÃO? 


A inovação é compreendida como uma ideia implementada que gera valor para o seu negócio — ou seja, que esteja alinhada à sua estratégia organizacional. Mas, para essa ideia ser de facto inovadora, não basta ser apenas uma novidade, deve haver uma aplicação. 

Entretanto, por ser um conceito amplo, o entendimento sobre a inovação varia de acordo com os diferentes autores e contextos. Ou seja, não existe certo ou errado. Desta forma, quando falamos em inovação corporativa, é imprescindível que a organização construa a sua própria conceção a respeito da estratégia. 

Afinal, quando for necessário fomentar o mindset inovador do negócio, é preciso certificar que o conceito de inovação para a equipa esteja alinhado aos interesses da própria organização. Portanto: 

  • O que é inovação para o meu negócio? 
  • Será que o minha equipa sabe o que é inovação para minha organização? 

Desta forma, é preciso que a sua organização possua uma estrutura organizacional propicia para a inovação. Afinal, inovar não será possível em um ambiente que não colabore para isso.

Uma ótima forma para alcançar esse objetivo é fomentando uma Cultura de Inovação entre os colaboradores. Assim, toda a sua equipa estará orientada a gerar ideias e sugestões de melhoria que estejam alinhadas ao objetivo da organização e que possuam uma aplicação específica. De nada adiantaria gerar ideias se elas não pudessem ser aplicadas. 

E por falar em aplicação, para se entender como a inovação incremental e radical são aplicadas no dia a dia das organizações, é preciso, antes, compreender a diferença entre elas. 


INOVAÇÃO INCREMENTAL VS INOVAÇÃO RADICAL 

diferença entre inovação incremental e radical

Inovação incremental 

A inovação incremental pode ser compreendida como um conjunto de ações que buscam melhorar ou agregar valor aos processos e produtos já existentes. Normalmente, acontecem em uma área pontual da organização, como deixar uma linha de produção mais rápida ou adicionar um novo recurso a um produto.  

Atualmente, a inovação incremental tem ganho força em estratégias inovadoras, como o Programa de Ideais, que consiste em explorar o alto potencial empreendedor dos colaboradores para gerar ideias e sugestão de melhorias. 


Inovação radical 

Já a inovação radical está relacionada ao desenvolvimento de novos conhecimentos e à comercialização de produtos totalmente novos. Quando uma organização cria, pela primeira vez, um produto ou serviço, estamos a falar de uma inovação radical. 


QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE INOVAÇÃO INCREMENTAL E RADICAL? 


Inovação radical: 


  • Tenho pouco conhecimento sobre o meu negócio (novo produto ou serviço); 
  • Alto grau de investimento financeiro; 
  • As necessidades dos clientes são difusas. É preciso criar um mercado; 
  • Alto grau de incerteza sobre o retorno financeiro; 
  • Grande salto em inovação. 

 Inovação incremental: 


  • Tenho muito conhecimento sobre o meu negócio (é o meu core business); 
  • Baixo grau de investimento financeiro; 
  • As necessidades dos clientes são conhecidas. 
  • Risco reduzido sobre o retorno financeiro; 
  • Inovações contínuas e graduais. 

Mas e a inovação disruptiva?  


Quando falamos em inovação disruptiva, estamos a referir nos à rutura dos paradigmas tradicionais de um mercado específico e à criação de um novo hábito de consumo, gerando mudanças profundas no mercado. Nesse caso, a inovação radical pode ou não se tornar disruptiva. 



Para ilustrar as informações citadas acima, aqui vai um exemplo sobre inovação radical e incremental: 


Em 1888 a Kodak lançou o primeiro rolo de filme comercial e a primeira câmara fotográfica, que foram sucesso absoluto. Com o slogan “Você aperta o botão, nós fazemos o resto”, ela tornou um processo cheio de complicações e demorado em algo simples e acessível para praticamente qualquer pessoa. 

Apesar de revolucionária, essa ideia nasceu como uma aposta — ou seja, uma inovação radical. Isso porque ela apresentava alto grau de incerteza, uma vez que não existia um market-share para esse mercado e não havia uma certeza de que as pessoas iriam aderir a esse novo produto. 

A partir daí, a história da Kodak foi marcada por inovações incrementais, para se manter competitiva no mercado, e produtos de sucesso. Como resultado, dominou o mundo da fotografia por quase um século! 

Entretanto, A Kodak, mesmo sendo pioneira na criação da câmara digital, percebeu que essa nova tecnologia ameaçava sua principal fonte de receita — o papel fotográfico e câmara analógica.  

A empresa, apegada ao pensamento do século XX, acreditava que a tecnologia de fotos digitais levaria décadas para se tornar acessível e, por isso, a Kodak continuou focada no seu mercado tradicional. 

Porém, o grande erro da Kodak foi não perceber que a foto digital não seria apenas mais um novo produto, mas sim uma mudança profunda no mercado. Além disso, o desenvolvimento dessa tecnologia era um caminho sem volta e não demorou para outras empresas focarem no aprimoramento da fotografia digital. Como resultado, esse modelo de negócio cresceu e transformou o mercado tradicional, criando um novo hábito de consumo na população — inovação disruptiva. 

O que muitos não esperavam é que essa empresa tão inovadora, anos mais tarde, decretaria falência, justamente, por falta de inovação. Mais especificamente, por não manter o portfólio de inovações equilibrado. 

Mas uma coisa é certa, a Kodak deixou uma grande lição no mundo corporativo: manter o equilíbrio entre inovações de curto e longo prazo pode ser a chave entre o sucesso e o fracasso de uma organização. 


CONCLUSÃO 

Em resumo, podemos afirmar que as inovações radicais geram mais impacto, mas por outro lado, implicam maiores riscos e são mais difíceis de gerir. Já as inovações incrementais estão ligadas as melhorias graduais nos produtos e processos já existentes, por isso, apresentam menos risco e são mais fáceis de gerenciar. Além disso, empresas que investem em inovações incrementais garantem a manutenção da sua receita recorrente, possibilitando o desenvolvimento e investimento em futuras inovações radicais. 

Por isso, é necessário ter em mente que, para as organizações se manterem fortes e competitivas no mercado, é preciso criar um portfólio de inovação bem estruturado, balanceando as inovações incrementais e radicais.  

O equilíbrio entre esses dois tipos de inovação é conhecido como Ambidestria Organizacional.

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