Cultura de inovação
Because of the manufacturing process roots of validation and its terminology, a distinction is sometimes made between qualification and validation. Within the context of information systems the difference is that equipment and computer systems are qualified and computerized systems (including the controlled process) are validated.

Inovação incremental e radical são termos cada vez mais populares na atualidade, mas o que muitos não sabem é que esses não são conceitos novos.
Ambos os conceitos já foram citados em 1939, pelo austríaco Joseph Schumpeter, no seu livro “Bussiness Cycles”. De acordo com Schumpeter, a inovação incremental é um progresso em cima de algo que já existe, sendo este conceito o oposto à inovação radical.
Ainda hoje, é comum que alguns profissionais encontrem algumas dificuldades na hora de diferenciar estes dois tipos de inovação. Por isso existe neste artigo as diferenças entre os dois tipos de inovação — incremental e radical — e como cada uma vai gerar valor para o seu negócio.
A inovação é compreendida como uma ideia implementada que gera valor para o seu negócio — ou seja, que esteja alinhada à sua estratégia organizacional. Mas, para essa ideia ser de facto inovadora, não basta ser apenas uma novidade, deve haver uma aplicação.
Entretanto, por ser um conceito amplo, o entendimento sobre a inovação varia de acordo com os diferentes autores e contextos. Ou seja, não existe certo ou errado. Desta forma, quando falamos em inovação corporativa, é imprescindível que a organização construa a sua própria conceção a respeito da estratégia.
Afinal, quando for necessário fomentar o mindset inovador do negócio, é preciso certificar que o conceito de inovação para a equipa esteja alinhado aos interesses da própria organização. Portanto:
Desta forma, é preciso que a sua organização possua uma estrutura organizacional propicia para a inovação. Afinal, inovar não será possível em um ambiente que não colabore para isso.
Uma ótima forma para alcançar esse objetivo é fomentando uma Cultura de Inovação entre os colaboradores. Assim, toda a sua equipa estará orientada a gerar ideias e sugestões de melhoria que estejam alinhadas ao objetivo da organização e que possuam uma aplicação específica. De nada adiantaria gerar ideias se elas não pudessem ser aplicadas.
E por falar em aplicação, para se entender como a inovação incremental e radical são aplicadas no dia a dia das organizações, é preciso, antes, compreender a diferença entre elas.

A inovação incremental pode ser compreendida como um conjunto de ações que buscam melhorar ou agregar valor aos processos e produtos já existentes. Normalmente, acontecem em uma área pontual da organização, como deixar uma linha de produção mais rápida ou adicionar um novo recurso a um produto.
Atualmente, a inovação incremental tem ganho força em estratégias inovadoras, como o Programa de Ideais, que consiste em explorar o alto potencial empreendedor dos colaboradores para gerar ideias e sugestão de melhorias.
Já a inovação radical está relacionada ao desenvolvimento de novos conhecimentos e à comercialização de produtos totalmente novos. Quando uma organização cria, pela primeira vez, um produto ou serviço, estamos a falar de uma inovação radical.
Quando falamos em inovação disruptiva, estamos a referir nos à rutura dos paradigmas tradicionais de um mercado específico e à criação de um novo hábito de consumo, gerando mudanças profundas no mercado. Nesse caso, a inovação radical pode ou não se tornar disruptiva.
Em 1888 a Kodak lançou o primeiro rolo de filme comercial e a primeira câmara fotográfica, que foram sucesso absoluto. Com o slogan “Você aperta o botão, nós fazemos o resto”, ela tornou um processo cheio de complicações e demorado em algo simples e acessível para praticamente qualquer pessoa.
Apesar de revolucionária, essa ideia nasceu como uma aposta — ou seja, uma inovação radical. Isso porque ela apresentava alto grau de incerteza, uma vez que não existia um market-share para esse mercado e não havia uma certeza de que as pessoas iriam aderir a esse novo produto.
A partir daí, a história da Kodak foi marcada por inovações incrementais, para se manter competitiva no mercado, e produtos de sucesso. Como resultado, dominou o mundo da fotografia por quase um século!
Entretanto, A Kodak, mesmo sendo pioneira na criação da câmara digital, percebeu que essa nova tecnologia ameaçava sua principal fonte de receita — o papel fotográfico e câmara analógica.
A empresa, apegada ao pensamento do século XX, acreditava que a tecnologia de fotos digitais levaria décadas para se tornar acessível e, por isso, a Kodak continuou focada no seu mercado tradicional.
Porém, o grande erro da Kodak foi não perceber que a foto digital não seria apenas mais um novo produto, mas sim uma mudança profunda no mercado. Além disso, o desenvolvimento dessa tecnologia era um caminho sem volta e não demorou para outras empresas focarem no aprimoramento da fotografia digital. Como resultado, esse modelo de negócio cresceu e transformou o mercado tradicional, criando um novo hábito de consumo na população — inovação disruptiva.
O que muitos não esperavam é que essa empresa tão inovadora, anos mais tarde, decretaria falência, justamente, por falta de inovação. Mais especificamente, por não manter o portfólio de inovações equilibrado.
Mas uma coisa é certa, a Kodak deixou uma grande lição no mundo corporativo: manter o equilíbrio entre inovações de curto e longo prazo pode ser a chave entre o sucesso e o fracasso de uma organização.
Em resumo, podemos afirmar que as inovações radicais geram mais impacto, mas por outro lado, implicam maiores riscos e são mais difíceis de gerir. Já as inovações incrementais estão ligadas as melhorias graduais nos produtos e processos já existentes, por isso, apresentam menos risco e são mais fáceis de gerenciar. Além disso, empresas que investem em inovações incrementais garantem a manutenção da sua receita recorrente, possibilitando o desenvolvimento e investimento em futuras inovações radicais.
Por isso, é necessário ter em mente que, para as organizações se manterem fortes e competitivas no mercado, é preciso criar um portfólio de inovação bem estruturado, balanceando as inovações incrementais e radicais.
O equilíbrio entre esses dois tipos de inovação é conhecido como Ambidestria Organizacional.
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