sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Gestão de Processos de Negócio – BPM- BPM 4.0 de 2020 para 2021




2 grandes temáticas que fizeram falta às organizações em 2020 e que terão a sua necessidade aumentada em 2021:



Ferramentas de apoio à automação de processos e a própria gestão por processos de negócios:



- Ferramentas de apoio à automação:


ferramentas como os bpms, rpa, machinelearning e afins foram necessárias, mas as organizações, no geral, ainda não sabiam o que usar e como. Esta maturidade (ou ao menos a necessidade) evoluirá durante o ano.




- Gestão por Processos: 

outra constatação bastante forte foi a de que as organizações que já possuíam os seus processos de negócio minimamente definidos e geridos também tiveram forte vantagem durante a pandemia em relação às demais. 



Claro que a agilidade nisso tudo também será uma necessidade constante.



quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Desenvolvimento analítico estratégico- aplicado a Indústria Farmacêutica

 


O desenvolvimento de métodos analíticos eficazes e confiáveis para o controle da qualidade dos medicamentos comercializados é fundamental na rotina das farmacêuticas, assim como o desenvolvimento de rotinas e análises que, além de servirem para tal, permitam a sua implantação em comparação aos métodos usuais.

 

A aplicação prática de conceitos, como equivalência, biodisponibilidade e bioequivalência, somada ao cumprimento das Boas Práticas de Fabricação (BPFs) subsidiam a técnica e cientifica comprovação para assegurar a Qualidade do produto final.

 

Validação

 

Para garantir que um método analítico gera informações confiáveis e interpretáveis sobre a amostra do medicamento testada, ele deve passar, obrigatoriamente, por um processo de validação, que é quando se demonstrará que o método é apropriado para a finalidade pretendida, ou seja, trata-se da determinação qualitativa, semi-quantitativa ou quantitativa de fármacos dentro da indústria. É essa validação que vai garantir que o método atenda às exigências das aplicações analíticas, assegurando a confiabilidade dos resultados.

 

Vale ressaltar que o desenvolvimento de um produto com tentativa e erro tende a gerar mais desvios de qualidade e, consequentemente, mais lotes reprovados e mais pós-registros.

  

Realizar a validação é um processo dispendioso para as indústrias farmacêuticas, sendonecessário, cada vez mais, o aprimoramento dos conhecimentos e habilidades dos profissionais de todos os setores da empresa para que se evite gastos desnecessários.

 

Direcionamento

 

O desenvolvimento analítico é necessário para ajudar o farmacotécnico a se direcionarem todo processo e visualizar o caminho da fórmula que está manuseando.

 

Na produção de um medicamento é imprescindível que, ao desenvolver ou escolher a metodologia analítica, as análises gerem resultados confiáveis e interpretáveis, paraque quando aplicados pelo controle da qualidade possam disponibilizar ao mercado produtos dentro de suas especificações.

 

Em um processo de validação, alguns fatores são importantes para obter êxito, entre eles:

· Profissionais habilitados e qualificados;

· Equipamentos calibrados;

· Ambiente laboratorial adequado; e

· Padrões e reagentes de qualidade.

 

Em um processo de desenvolvimento analítico, primeiro é necessário perguntar qual o objetivo do método. Não é necessário analisar tudo o tempo todo, porque isso despende muito tempo e dinheiro desnecessário. Por exemplo, se o foco é estabilizar a formulação não é preciso fazer análise de dissolução, posso focar em análises de teor de impurezas.

 

Nesse racional de desenvolvimento, é fundamental que o profissional farmacotécnico procure primeiro desenvolver uma fórmula que vise à estabilidade do produto, só depois se pensa na performance desse medicamento, ou seja, com a fórmula estável, faz a verificação do melhor processo para se conseguir atingir esta performance.


IFAs e estabilidade

 

Quando se fala em estabilidade de fórmula, em geral estamos buscando alterações qualitativas. Nesse processo, por exemplo, pode ser necessário trocar o tipo de excipiente utilizado na fabricação. Já a melhoria de performance do produto é possível por meio de alterações quantitativas de excipiente, quer seja alguma alteração na característica do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) – matéria-prima da fabricação de todo e qualquer medicamento.

 

Os IFAs representam o início da cadeia produtiva da indústria farmacêutica.

 

De acordo com o Conselho Internacional de Harmonização de Fármacos para uso Humano (ICH) - principal fórum mundial de harmonização de requisitos técnicos, composto por autoridades de regulação e indústria farmacêutica, os testes para impurezas podem ser quantitativos ou um ensaio limite para a impureza na amostra.

Ambos são destinados a refletir, exatamente, as características da pureza da amostra.

 

São requeridos parâmetros de validação diferentes para um teste quantitativo que para umensaio limite. Esse tipo de teste é amplamente utilizado na análise de impurezas na matéria-prima, produtos de degradação em produto acabado, solventes residuais, impurezas elementares, entre outras.

 

Os profissionais da indústria farmacêutica precisam estudar e adquirir conhecimento em relação ao produto e controlar cuidadosamente todos os elementos e matérias-primas que compõem o medicamento. É fundamental controlar e conhecer como os IFAs e tais parâmetros de processo interferem no produto final, que devem ser controlados. É preciso desafiar os parâmetros e desafiar as matérias-primas, com a finalidade de ter um produto de qualidade.

Inovação Aberta: o que é, quais tipos e benefícios


Poderíamos resumir a inovação aberta como o uso de fluxos de entrada e saída de conhecimento para acelerar a inovação interna e expandir os mercados.

Mas isso seria bem menos do que o conceito consegue abarcar. 

O conceito de inovação aberta


Trata-se do uso de fluxos de conhecimento intencionais para acelerar o poder inovador interno e expandir os mercados para uso externo da inovação. Uma vez que a inovação aberta é adotada, os limites da organização tornam-se permeáveis e permitem combinar os recursos com colaboradores externos.

O contraponto diz respeito às empresas de inovação fechada, que inovam usando apenas recursos internos. Nelas, as ideias são avaliadas e apenas as melhores e mais promissoras são selecionadas para o seu desenvolvimento e comercialização. As que mostram menos potencial são abandonadas.

Logo, a diferença é que, no caso de inovação fechada, as ideias, invenções, investigações e desenvolvimentos necessários para colocar um produto no mercado são gerados única e exclusivamente com esforços internos.

Ao aplicar o sistema de inovação aberta, a empresa pode usar recursos externos como tecnologia e parcerias com startups e universidades e, ao mesmo tempo, disponibilizar suas próprias criações para outras organizações.


Sob o paradigma da inovação aberta, há um importante fluxo de conhecimento externo para a organização que se transforma em projetos colaborativos e provoca a compra e a incorporação de tecnologias criadas por terceiros.

Ao mesmo tempo, as inovações geradas dentro da empresa podem ser vendidas como tecnologia e/ou propriedade industrial, uma vez que elas não são aplicáveis somente no seu modelo de negócios — ou porque a empresa não tem capacidade ou experiência para desenvolver a invenção.

Os 3 tipos de inovação aberta


Podemos categorizar ao menos três tipos de inovação aberta. São eles: inbound, outbound e coupled. 


1. Inbound


O termo inglês inbound open innovation refere-se a um tipo de inovação que acontece quando uma empresa se apropria de uma ideia inovadora criada por outras entidades, para que seja transformada por meio do seu próprio processo de inovação, de forma a gerar valor para si.

Geralmente isso acontece com a incorporação de tecnologias desenvolvidas por outras companhias. Por exemplo, um aplicativo criado por uma startup pode transformar o atendimento ao cliente de um banco.


2. Outbound


O termo outbound open innovation diz respeito a um tipo de inovação que acontece quando uma empresa desenvolve um ativo derivado do seu processo de inovação e o disponibiliza para parceiros externos, com o objetivo de desenvolvê-lo e/ou comercializá-lo.


Um exemplo disso é quando uma empresa cria um produto ou serviço e o cede para que um parceiro comercial insira melhorias ou mesmo quando é firmado um acordo comercial, com incremento da companhia parceira ou simplesmente como canal de distribuição.

3. Coupled


Já coupled open innovation é um termo que descreve um tipo de inovação que é resultado da união de duas ou mais empresas. Esse “casamento” dá-se com o objetivo de gerar ideias inovadoras em conjunto, de forma que o grupo possa explorar individualmente os ativos resultantes.

Os benefícios da inovação aberta


Há claras vantagens de se abrir o processo de inovação. Elas podem ser resumidos da seguinte forma:


  • Redução no tempo e custo de projetos de inovação;
  • Incorporação de soluções e inovações na forma de ideias, patentes, produtos e tecnologias que nunca teriam sido geradas pela empresa devido à falta de tempo, conhecimento e recursos tecnológicos;
  • Acesso a mercados onde parceiros são mais ativos e a empresa tem participação limitada;
  • Adaptação da base de conhecimento, de acordo com as mudanças do mercado;
  • Novas oportunidades comerciais através de atividades de P&D não exploradas internamente;
  • Comercialização de invenções que, por falta de capacidade ou por razões estratégicas, não podem ser colocadas no mercado pela empresa proprietária.

A busca por inovação fora dos limites da empresa e o acesso a tecnologias e soluções semi prontas fazem com que os custos de investimento em pesquisa e desenvolvimento, bem como o risco de algo dar errado, sejam reduzidos.


“A inovação aberta é uma forma mais lucrativa de inovar, porque pode reduzir custos, acelerar o tempo de comercialização, aumentar a diferenciação no mercado e criar novos fluxos de receita para a empresa”.


A inovação aberta não é antagonista da inovação fechada- uma conclusão


O conceito de inovação aberta pressupõe a busca da inovação para além das fronteiras da empresa, utilizando-se de recursos externos para encontrar respostas para desafios de negócio, trazendo diversos benefícios para a organização.

Por fim, a inovação aberta deve ser vista como complementar ao que já é realizado internamente. Ela vem para abrir os horizontes das organizações, proporcionar mais meios de seguir se desenvolvendo e competindo em um mercado que exige cada vez mais inventividade e disrupção.

Podem ser utilizadas diversas metodologias, ferramentas e abordagens para a realização dos projetos de open innovation — Design Thinking, Lean Startup/UX, Design e Agile Sprints, Digital Marketing, Hackathons etc.


terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Inovação Aberta e Fechada: quais as diferenças?

 


Quando pensamos a Inovação Aberta, é tentador associá-la ao oposto da Inovação Fechada, aquela tradicional, gerada por esforços próprios nas organizações, sem o auxílio de entidades e agentes externos. Não siga esse caminho.

Na verdade, o melhor a fazer é pensar esses dois conceitos como complementares. A abertura do negócio para inovações externas vem para ampliar os horizontes, proporcionar mais meios de seguir, desenvolvendo e competindo em um mercado que exige cada vez mais inventividade e disrupção.


O que é Inovação Aberta?


Comecemos por rememorar que o termo Inovação Aberta foi cunhado por Henry Chesbrough, pesquisador da Universidade da Califórnia. Ao analisar as atividades das indústrias na viragem do século, Chesbrough percebeu que as mais disruptivas, aquelas que geravam produtos realmente fora da curva, eram as que buscavam inspiração e auxílio de agentes externos.

“A inovação aberta pressupõe que as empresas podem e devem usar ideias e caminhos externos, bem como internos, à medida que buscam avançar no seu processo de inovação. Ela é o uso de fluxos de entrada e saída de conhecimento intencionais para acelerar a inovação interna e expandir os mercados para uso externo”, escreveu o pesquisador.


O que é Inovação Fechada?


Se olharmos de uma maneira bastante criteriosa para o tema, veremos que a Inovação Fechada, como conceito, é praticamente impossível. Sempre será necessário olhar para fora, buscar referências e conhecimentos externos.

Logo, é melhor falarmos em estratégia de Inovação Fechada. Aí sim temos um bom paradigma, pois o que é estratégico tem a ver com escolhas.

Uma empresa que opta por manter os seus esforços de inovação fechados têm seus projetos desenvolvidos apenas dentro de limites claramente definidos. Know-how, tecnologia, processos e propriedade intelectual permanecem sob o próprio controlo; sem colaboração com outros agentes do mercado ou universidades, por exemplo.

Em suma, segundo o próprio professor Henry Chesbrough, a Inovação Fechada é baseada na visão de que as inovações são desenvolvidas internamente. Da geração de ideias ao desenvolvimento e marketing, o processo ocorre exclusivamente dentro da empresa.

O cientista remata dizendo que esse conceito refere-se ao “modelo tradicional de integração vertical, no qual as atividades internas levam a produtos e serviços gerados em casa e então distribuídos”.

Onde estão as diferenças entre a Inovação Aberta e a Inovação Fechada?


Relembrados os conceitos, agora podemos apontar em quais dos pontos a Inovação Aberta é diferente da Inovação Fechada.


A Inovação aberta busca o melhor, esteja onde estiver – importação e exportação conscientes de conhecimento para melhorar e acelerar as próprias inovações. Promove o intercâmbio de ideia e experiência para além dos limites da empresa.

As organizações aproveitam os seus melhores talentos e buscam reforços no mercado (em universidades, consultorias, parceiros de negócios etc.). Geram aproveitamento máximo das ideias internas e externas. A liderança da competição, não está  em oferecer as melhores ideias, mas em aproveitar ao máximo as ideias que surgem. O norte é o desenvolvimento de um modelo de negócios melhor, não em ser o primeiro no mercado a inovar.

A Inovação Fechada está calcada na convicção de que as soluções podem emergir dos recursos internos disponíveis. As ideias costumam vir dos gestores de projetos e seus liderados. Por conta dessas características, é necessário garantir a contratação e a retenção dos melhores talentos (pesquisadores, técnicos, especialistas etc.), o que muitas vezes sai bem caro. Há forte crença que para liderar a competição, é necessário oferecer as melhores ideias. O vencedor é quem traz a inovação ao mercado primeiro.

Qual das duas estratégias é melhor para a empresa?


Como se viu, o lugar da Inovação Fechada é dentro da própria empresa. Ela é uma estratégia que coloca necessidades muito altas sobre os funcionários, por isso é preciso contratar funcionários altamente qualificados, além de proteger a propriedade intelectual em conformidade.

Já a Inovação Aberta está mais ligada à colaboração, muitas vezes, vinda de fora da empresa.

Cabe a cada organização, dentro da suas prerrogativas, decidir qual dos modelos lhe é mais aderente. O que os especialistas no assunto — entre os quais o próprio professor Henry Chesbrough — recomendam é a combinação das duas estratégias.

As atividades de inovação de atores externos, como clientes, fornecedores, universidades ou parceiros de negócios, devem ser vistas como um complemento aos próprios esforços da organização. O pré-requisito básico para isso é a estruturação de processos de inovação estáveis, a fim de integrar e facilitar a colaboração e absorver os resultados obtidos.

Innovation Lab


Essa iniciativa de inovação aberta tem como principal objetivo conectar a universidade ao mercado, a partir da administração do capital humano. Com ela, é possível buscar por soluções que forneçam oportunidades.

O Lab de Inovação, pode envolver projetos nas áreas de Design Thinking, Gamificação, Big Data/Analytics, Metodologia Ágil, Estratégia Digital e Internet das Coisas.

Implemente uma estratégia de inovação aberta. 

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