sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Inovação Aberta



Inovação Aberta é o processo de inovação que gira em torno do livre trânsito de ideias, em busca de soluções de negócio para além das fronteiras corporativas, a partir de parcerias com outras organizações e instituições de pesquisa.
1.

O que é Inovação Aberta?

A inovação é a chave para que empresas, de diferentes segmentos, se mantenham-atualizadas e competitivas em suas áreas de atuação. No mundo da Transformação Digital, com a concorrência a apenas um clique de distância, estar à frente do mercado não é mais uma questão de vanguarda e, sim, estratégia de negócio.  

Tradicionalmente, a busca por inovação acontece internamente, com equipas da própria organização em torno do desenvolvimento de novos produtos e serviços, ou o aprimoramento daqueles já existentes. O problema é que este tipo de iniciativa exige grandes investimentos em pesquisa, além da contratação de profissionais altamente qualificados.

Então como uma empresa pode se manter atraente e competitiva para os consumidores, oferecendo produtos e serviços inovadores, sem os altos custos agregados?

A Inovação Aberta permite que industrias e empresas promovam ideias, pesquisas e processos abertos, com o objetivo de aumentar a produtividade e a eficiência, aprimorando o desenvolvimento de produtos e otimizando os serviços oferecidos.

Esta colaboração externa permite o desenvolvimento de forma descentralizada, por profissionais que podem estar distantes geograficamente, mas que se aproximam e atuam no mesmo desafio.

Na Inovação Aberta, a expertise e o conhecimento necessários para solucionar um desafio específico de negócio, normalmente fomentados em centros fechados de pesquisa e desenvolvimento, acontece por meio de parcerias com outras empresas ou instituições tecnológicas.

Na prática, significa que o Open Innovation permite o encontro entre a empresa que possui um desafio de negócio e os profissionais, instituições de pesquisas ou empresas parceiras que já desenvolveram a tecnologia necessária para a sua solução – ou que estão em vias de desenvolvê-la.

Esta estratégia de negócio também é capaz de fornecer uma visão mais ampla do que o mercado vem desenvolvendo, com foco em novas ideias.

A Inovação Aberta é uma perceção de que os centros de pesquisa e desenvolvimento corporativos não são mais capazes de gerar toda as inovações na velocidade e intensidade necessárias para que a empresa se mantenha relevante no mercado. Assim, é possível encontrar inovações que estão prontas – e já podem ser implementadas – ou buscar players mais bem posicionados em determinadas áreas.

É importante ressaltar que essa colaboração externa pode ter como contrapartida uma relação comercial. Quem define as bases da parceria são as empresas e instituições envolvidas no processo.   


2. Para que serve a Inovação Aberta?

As práticas de Inovação Aberta permitem reduzir custos com a contratação de profissionais especializados, buscando externamente a expertise necessária aos desafios propostos. Também acelera o time-to-market (tempo que um produto leva para chegar ao mercado), aumentando a rentabilidade e gerando lucro para organizações de diferentes mercados.

O Open Innovation também reduz os riscos possíveis em projetos de inovação, aumentando significativamente as chances de sucesso. O processo pode ser aplicado em diferentes contextos e mercados, e não fica restrita ao ambiente corporativo, sendo possível incorporá-lo a cenários políticos, sociais, artísticos, entre outros.


3.Inovação Aberta: porque é importante para a sua empresa?

A Inovação Aberta reduz os custos de desenvolvimento ou aperfeiçoamento de produtos e serviços, aumenta a competitividade, através da diferenciação no mercado de atuação, cria novas receitas para a empresa com agilidade e objetividade e reduz o tempo entre o surgimento das ideias e a sua chegada ao mercado.

Ao expandir as práticas de inovação para além das fronteiras corporativas, as empresas não apenas reduzem os seus custos com inovação, mas obtêm novas formas de pensar as suas estratégias de negócio, com uma visão de fora da empresa: mais arejada, objetiva e sem as questões que a cultura organizacional pode carregar. Trazer o olhar de colaboradores externos para a empresa proporciona um fluxo constante e revigorado no processo de inovação.    

As práticas de Open Innovation pressupõem a busca por inovação para além dos limites da organização e o desenvolvimento de soluções de forma descentralizada. 

Os principais benefícios deste processo para a empresa que busca por respostas para os seus desafios de negócio na colaboração são:

REDUÇÃO DE CUSTOS

A empresa não precisa arcar com os altos custos de centros de pesquisa e desenvolvimento cativos ou com a contratação de profissionais altamente qualificados, na busca por soluções pontuais.

REDUÇÃO DO TIME-TO-MARKET

Reduz o tempo de comercialização, ou seja, o prazo entre a geração de ideias para solucionar o desafio de negócios e a prateleira.

MAIS FLEXIBILIDADE

Através da colaboração com players mais bem posicionados em relação a uma nova tendência, a empresa pode se adaptar às mudanças de mercado.

NOVAS OPORTUNIDADES

Através dessa colaboração com empresas e instituições mais ativas e bem posicionadas, é possível explorar novos segmentos de mercado

GERAÇÃO DE NOVOS NEGÓCIOS

Os produtos gerados internamente e que não serão explorados pela empresa, por diferentes motivos, podem ser comercializados externamente, através da parceria com  instituições que estejam em um momento mais propício.


4.Como a Inovação Aberta é usada nas empresas?

Vamos utilizar a indústria automobilística para exemplificar como a Inovação Aberta pode ser usada pelas empresas. As empresas de transporte vêm a sofrer impacto expressivo por conta das mudanças no comportamento do consumidor e pelo aparecimento de empresas disruptivas, que oferecem modelos alternativos de transporte.

A chegada da Uber, com carros de passeio transformando-se em táxis, a proposta inovadora da Tesla, com os seus veículos autônomos, e o novo comportamento do usuário, mais consciente e focado na economia colaborativa, poderiam ser vistos como ameaças. No entanto, surgem como uma reinvenção do setor.   

E o momento que poderia ter se transformado na grande crise da indústria automobilística deu lugar para a adoção de iniciativas de Inovação Aberta. As empresas deste segmento são os melhores exemplos de como o processo de Open Innovation pode acelerar o desenvolvimento de projetos.

Por exemplo, na produção de carros cada vez mais inteligentes, são necessárias expertises que a empresa não necessariamente possui. Além dos conhecimentos sobre o funcionamento de automóveis modernos, que as empresas detêm, existe a necessidade de projetos com foco em transmissão de dados, Inteligência Artificial, transferência contínua de informações, entre outras tecnologias. E o know-how para desenvolver estas soluções pode ser encontrado fora das corporações.  

Estas necessidades específicas abrem o espaço para as iniciativas de Inovação Aberta, a partir de parcerias com empresas de tecnologia, que já possuem as soluções desenvolvidas e testadas ou podem adaptar o que já foi criado para uma determinada indústria. 

 

5.Inovação Aberta e Fechada: qual a diferença?


As diferenças entre as práticas de Inovação Aberta e Inovação Aberta podem ser definidas como:





6.

Tipos de Inovação Aberta

Existem 3 tipos de Inovação Aberta: Inbound Open Innovation, Outbound Open Innovation e Coupled Open Innovation. E elas podem ser definidas como:



Inbound Open Innovation

É a vertente da Inovação Aberta que acontece quando uma organização adapta uma inovação desenvolvida por outras instituições, transformando e gerando valor para ela mesma.

Primeiramente, a empresa identifica o desafio de negócio que será trabalhado através de parcerias externas. Após o mapeamento e seleção dos parceiros, eles são convidados a participar do projeto de forma colaborativa.

Os motivos para a seleção das parcerias incluem: organizações que possuem a expertise necessária para desenvolver a solução para o desafio proposto, melhor posicionamento no mercado, disponibilidade de recursos financeiros ou humanos, tecnologias prontas para uso e totalmente adequadas para desenvolver a solução – ou com a possibilidade de adaptação -, modelo de negócio favorável para atingir o objetivo do projeto, instalações apropriadas, como laboratórios, entre outros.   


Outbound Open Innovation

No processo de Outbound Open Innovation, uma empresa desenvolve uma inovação e disponibiliza para parceiros externos, com o objetivo de desenvolver a solução ou comercializá-la.

Não raro, empresas que fomentam a Cultura de Inovação internamente, acabam gerando ideias que não serão desenvolvidas por diferentes motivos – as invenções não estão alinhadas com a estratégia de negócio, pode não ser um bom momento devido ao custo, não existe expertise interna para transformar o protótipo em um produto ou serviço comercializável, falta de canais de distribuição, entre outros.

Nestes casos, estas invenções não entram no ambito de geração de resultado e terminam obsoletas e pouco úteis. As práticas de Inovação Aberta permitem que estas ideias saiam do papel. 


Coupled Open Innovation

Nas práticas da Coupled Open Innovation, duas ou mais empresas unem-se para gerar inovação, mas cada organização explora de forma individual o ativo resultante desta colaboração.

Este formato tem sido bastante utilizado para facilitar ou viabilizar a entrada de empresas que pertencem ao projeto num novo mercado e também em projetos com implantação em alto nível de complexidade.

Um ótimo exemplo deste tipo de abordagem aconteceu com a indústria de alimentos funcionais dos Estados Unidos. A forte regulamentação do mercado pelo FDA impôs regras rígidas aos fornecedores, como a criação de laboratórios de pesquisa e alto controlo de qualidade, similar ao que já sei aplica aos medicamentos. Estas mudanças exigiriam grandes investimentos da indústria de alimentos, que só tinha uma alternativa: buscar parcerias.

A fórmula encontrada para não paralisar as suas atividades, foi se aliar à indústria farmacêutica, que já possuía a expertise e estrutura necessárias para corresponder às expectativas da FDA. Assim, a união entre empresas de segmentos completamente diferentes, abriu a possibilidade de explorar um novo mercado regulamentado.   

7.

Metodologias para aplicação da Inovação Aberta


Diferentes metodologias podem apoiar as iniciativas de Inovação Aberta. Entre elas estão:


Design Thinking

O Design Thinking pode ser implantado para compreender o usuário final. O uso dessa abordagem tem como objetivo observar o comportamento do usuário, as suas necessidades e desejos, gerando empatia. Assim, é possível definir a necessidade e propor soluções assertivas, que serão prototipadas e testadas, antes da sua implementação.  

Lean Startup


A Lean Startup é um conjunto de processos que busca testar corretamente as inovações que foram desenvolvidas. Desta forma, é possível sustentar as hipóteses de inovação, sem desperdiçar tempo ou dinheiro.

Hackathon


Os hackathons fazem a ponte entre pesquisadores, universidades, especialistas e startups, com o objetivo de produzir Inovação Aberta. Muito comuns no Vale do Silício, as maratonas de prototipagem podem acelerar práticas de inovação.

Em encontros que duram dois dias (em geral, aos finais de semana), estes profissionais recebem desafios, que precisam de ser superados através da cocriação. Como resultado, é possível obter soluções rápidas para problemas complexos e manter um banco de ideias para futuros projetos de inovação.

Outra vantagem dos hackathons é o impacto na cultura organizacional, ampliando o olhar sobre seus próprios produtos e orientando equipas internas a inovar de forma mais ágil e objetiva, através do desenvolvimento de protótipos.

Marketing Digital


Estratégias de Marketing Digital, como desenvolvimento de sites, landing pages e campanhas para apoiar as iniciativas de Scouting, ajudando a identificar parceiros capazes de desenvolver soluções para desafios específicos, entre startups, pesquisadores, etc.

Agile Sprints


Usufruindo de todos os benefícios dos métodos ágeis, a solução é implementada na empresa, levando em consideração as determinações internas da TI, governança corporativa, entre outras variáveis.

Design Sprints


Metodologia ideal para acompanhar o desenvolvimento de uma solução a curto prazo, a partir de uma necessidade concreta de mercado.


8.Ecossistema de Inovação aberta

O Ecossistema de Inovação suporta as três abordagens de projetos de Inovação Aberta (Inbound, Outbound e Couple), a partir de 4 pilares principais:

Ambiente

Os projetos de inovação são favorecidos por um ambiente propício à geração e desenvolvimento de ideias, a partir de iniciativas de cocriação.

Processo

Com base na inovação colaborativa, deve ser mantido um processo próprio para administração do Ecossistema de Inovação. 

Extensão do Design Thinking, essa abordagem é configurada em 6 etapas:

IMMERSION & ANALYSIS: Processo de imersão, com a identificação das reais necessidades e oportunidades de parceria, a partir da aproximação do contexto, sob a ótica dos diferentes stakeholders.

CHALLENGE DEFINITION:  Neste segundo passo, é definido o desafio a ser abordado a partir das iniciativas de Inovação Aberta. Nesta fase também são selecionados os participantes e definida uma campanha de marketing para atração.

SCOUTING:  Uso de plataforma própria StartBusiness Community para atração de especialistas, organização de eventos, divulgação em diferentes canais de comunicação e ativação da base de parceiros.

MATCHMAKING:  Apoio para selecionar parceiros, a partir das informações de assessment e mobilização da equipe executora, organização de eventos para encontrar as parcerias que melhor atendem os objetivos de negócio da empresa contratante.

INVENTION PROTOTYPING:  Esta fase configura-se em ações de consultoria e gestão da equipe executora, com aculturamento de executivos, a partir de metodologias inovadoras, como Design Thinking, Lean Startup e Agile.

INNOVATION ABSORPTION:  Implementação de um projeto piloto na contratante, garantindo que os processos internos estejam alinhados com a inovação proposta.

Relacionamento

Manter acordos de colaboração e estreito relacionamento com institutos, outros, com o apoio de articulação de Parques Tecnológicos, garantindo a ativação dessa rede de relacionamentos, a partir de uma necessidade específica.  

Ferramentas

Cada etapa do processo de Inovação Aberta necessita de uma estratégia para atingir o resultado esperado. Fazer uso de diferentes abordagens, metodologias e ferramentas, aplicando-as de maneira específica e planejada, em cada uma das etapas.  

O quadro abaixo descreve as diferentes etapas do processo de Inovação Aberta em que as expertises são aplicadas:




9.Laboratório de Inovação Aberta

Para entregar ainda mais qualidade nos serviços de Inovação Aberta, buscando soluções para desafios complexos, implantar um Laboratório com enfase em Inovação Aberta é uma mais valia, geração e desenvolvimento de ideias, a partir de iniciativas de cocriação.


O Laboratório tem como objetivo atuar em diferentes frentes de Inovação Aberta. entre outros, estão:

STARTBUSINESS COMMUNITY


O objetivo é conectar empresas e startups, através de necessidades concretas por serviços, gerando negócios representativos para esse ecossistema.

HACKATHON CORPORATIVO


Uma competição genial, elaborada para desenvolver as melhores soluções para diferentes desafios, fomentando a cultura da inovação nas empresas.

COCRIAÇÃO COM EXPERTS


O processo de cocriação com experts é focado em:


. Viabilizar o acesso de empresas a uma ampla rede de pesquisadores e professores , na busca pela solução de problemas de negócio a partir de necessidades e tecnologias específicas.

Este apoio dá-se através da estruturação da oportunidade e da identificação dos profissionais, com a mobilização do ecossistema da Universidade.

. Estruturação das equipas de especialistas, compostas por profissionais (Design Thinking e Tecnologia) e experts (conhecimento específico relacionado ao tema do desafio).
. Coordenação, com a execução dos projetos e controle de prazos, custos e qualidade.

ACELERAÇÃO DE STARTUPS


A aceleração de startups tem como objetivo principal alavancar negócios promissores.

CROWDSOURCING


O processo de crowdsourcing é focado em apoiar empresas na estruturação do desafio de negócio e na busca para solução de problemas, através de desafios propostos em plataforma de crowdsourcing. 




quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Quality Assurance or Quality Control? an example for pharma -EU GMP/FDA

EU GMP states that Quality Control (clause 1.3) “is concerned with sampling, 

specifications and testing, and with the organisation, documentation and 

release procedures”.  In essence, QC is a sampling, testing, monitoring and 

checking activity.


GMP also defines the routine duties for the Head of Quality Control (2.6) to:

  • Approve or reject materials.
  • Evaluate batch records.
  • Ensure all testing performed.
  • Approve specifications, instructions and procedures.
  • Approve and monitor contract analysis.
  • Maintain department, premises and equipment.
  • Ensure validations are performed.
  • Initial and ongoing training of personnel.

In addition, the Head of QC has some shared responsibilities with the 

Head of Production (2.7):

  • Authorisation of written procedures and other documents.
  • Monitoring and control of the manufacturing environment.
  • Plant hygiene.
  • Process validation.
  • Training.
  • Approval and monitoring of suppliers.
  • Approval and monitoring of contract manufacture.
  • Designation and monitoring of storage conditions.
  • Retention of records.
  • Monitoring of compliance to GMP.
  • Inspection, investigation and taking samples.

EU GMP does not specifically require a Quality Assurance Department 

or Manager, but you must have a QA System (Chapter 1 – Principle).  

Most pharmaceutical manufacturing sites have a QA department, but problems

have occurred with assigning the QA Department tasks that were originally 

intended for QC.  It is also worth pointing out that the words “Quality Assurance” 

are not mentioned in 21 CFR 211 either.

It is not uncommon for the non-laboratory tasks of QC to be delegated to QA.  

Non-laboratory tasks of QC could be listed as in italics below.


Duties of QC (including those shared with the Head of Production) – all tasks:

  • Approve or reject materials.
  • Evaluate batch records.
  • Ensure all testing performed.
  • Approve specifications, instructions and procedures.
  • Approve and monitor contract analysis.
  • Maintain department, premises and equipment.
  • Ensure validations are performed.
  • Initial and ongoing training of personnel.
  • Authorisation of written procedures and other documents.
  • Monitoring and control of the manufacturing environment.
  • Plant hygiene.
  • Process validation.
  • Training.
  • Approval and monitoring of suppliers.
  • Approval and monitoring of contract manufacture.
  • Designation and monitoring of storage conditions.
  • Retention of records.
  • Monitoring of compliance to GMP.
  • Inspection, investigation and taking samples.

If these duties are grouped together you get a list like this:

  • Evaluate batch records.
  • Approve and monitor contract analysis.
  • Ensure validations are performed.
  • Initial and ongoing training of personnel.
  • Authorisation of written procedures and other documents.
  • Plant hygiene.
  • Process validation.
  • Training.
  • Approval and monitoring of suppliers.
  • Approval and monitoring of contract manufacture.
  • Monitoring of compliance to GMP.

These tasks can be delegated to QA.  This is not a problem, as GMP permits 

delegation (2.2).  However, if this is all that QA do (i.e. the non-laboratory tasks

 of Quality Control) then are they really “Quality Assurance”?  They are QC 

by another name!  Don’t forget, QC is a sampling, testing, monitoring and 

checking activity, and many of the activities above are just that.  Some are 

“Quality Assurance” activities, such as monitoring outsourced activities (contract

analysis and manufacturing), monitoring suppliers, validation and training,

but a QA department needs to do a whole lot more than this in order to 

really be a department dedicated to Quality Assurance.


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