terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Cultura de Inovação x Área de Inovação

 


    Analisando o conceito de inovação, os motivos para inovar e as características das empresas inovadoras, podemos também ver a cultura de inovação. Ter uma cultura de inovação é o mesmo que criar um departamento dedicado à inovação?


Cultura de inovação 

    A inovação não acontece sozinha. Se uma empresa deseja inovar, deve criar uma cultura que incentive a cooperação, recompense a criatividade e promova um estilo de trabalho positivo que crie mais oportunidades para cada indivíduo. Podemos dizer, de maneira bem prática, que a cultura de inovação é um ambiente que apoia o pensamento criativo e avança nos esforços para extrair valor econômico e social do conhecimento e, ao fazê-lo, gera produtos, serviços, processos novos ou melhorados. Também é correto afirmar que uma cultura saudável de inovação tem um conjunto compartilhado de valores e crenças que se reforçam mutuamente sobre a importância da inovação, bem como um padrão integrado de comportamento que apoia a pesquisa e a inovação. Em suma, quando falamos em cultura de inovação estamos a fazer referência às crenças, aos valores e às práticas em torno desse objetivo. É algo mais subjetivo. Há uma cultura de inovação quando todos entendem o valor de inovar e trabalham por isso, ou seja, quando o "mindset" corporativo têm a inovação no seu DNA.

Área de inovação

    Agora, se a cultura de inovação está ligada à subjetividade, ao "mindset" organizacional, a criação de uma área é um resultado prático dela. Espera-se que uma empresa crie um departamento de inovação quando já tiver avançando na criação de uma cultura inovadora. De contrário, são muito grandes as chances da equipa envolvida ficar ilhada/isolada e não conseguir implementar inovações concretas. Muitas empresas chamam à sua área de inovação de laboratório ou centro, ou ainda de estúdio de inovação ou departamento de inovação. Não importa a nomenclatura. O que importa é que é um ambiente físico criado geralmente com a missão de servir como um ponto focal para programas e atividades de inovação. Como os demais departamentos, a área de inovação deve contar com uma equipa de trabalho dedicada a inovar. Ela é composta por profissionais escolhidos a dedo, que podem ser colaboradores da empresa ou de fora dela, dependendo das necessidades e dos propósitos envolvidos.
 

Differences: Qualification, Validation, Verification, Calibration



Because of the manufacturing process roots of validation and its terminology, a distinction is sometimes made between qualification and validation.  Within the context of information systems the difference is that equipment and computer systems are qualified and computerized systems (including the controlled process) are validated.

Adding to the confusion caused by these terms with similar and overlapping meanings, different organizations mix the terms and definitions. Some organizations refer to verification as validation. Some define verification as dynamic testing and validation as static testing. Others refer to testing as verification or qualification. And others refer to qualification as validation.


The FDA provides us this definition:

Establishing documented evidence which provides a high degree of assurance that a specific process will consistently produce a product meeting its predetermined specifications and quality attributes.

It is important to bear in mind the purpose of the method to be validated. If the method is intended to serve as an alternative to a pharmacopeia method, then one must establish its equivalence to the pharmacopeia method in terms of the end result. Remember that the purpose of a method in the pharmacopeia is to determine whether the pharmacopeia article (for which a monograph exists in the pharmacopeia) satisfies the requirements in the monograph. If instead the purpose behind the use of a pharmacopeia method is for a purpose other than demonstrating that the article complies with monograph requirements, it is not necessary to perform the validation relative to the pharmacopeia results. This means that the validation should be conducted relative to the specific purpose for which it is intended. Also implicit in this is the use of a non-pharmacopeia method to determine something for which a pharmacopeia method exists, but again for purposes unrelated to satisfying a monograph requirement.

Wow, what a definition. Now the terms in a simple explanation:

Qualification is the action of proving that any equipment are properly installed, works correctly and leads to the expected results. The meaning of the word, validation, is sometimes broadened to incorporate the concept of qualification. If the instrumentation is not qualified, ensuring that the results indicated are trustworthy, all other work based upon the use of that instrumentation is suspect.

Qualification is a part of validation.

Qualifications tend to be smaller in scope than validations, tend to be less dynamic, and are frequently a subset of a greater validation initiative.

Validation provides documented evidence, to a high degree of assurance, that the computerized systems are accurately and reliably installed and can perform their functions as intended for use.

Validation is a lifecycle, and qualification is part of this lifecycle. Validation proves that the overall process works for a specific system. For example, the overall process needs to be validated for a specific application, while equipment hardware and software and the reference material used for the application should be qualified before or within the validation.

Validation of an analytical procedure is the process by which it is established, by laboratory studies, that the performance characteristics of the procedure meet the requirements for the intended analytical applications.

Validations tend to be used when assessing something dynamic that is more prone to inadvertent change. They also tend to be larger endeavours including one or more subordinate qualifications (and/or verifications).

Verification means confirmation by examination and provision of objective evidence that specified requirements have been fulfilled.

Verification is intended to check that a product, service, or system (or portion thereof, or set thereof) meets a set of design specifications.

Verifications tend to be used when assessing something completed that is static and is not prone to inadvertent change.

Calibration is testing the equipment in relationship between indicated values by an instrument or system for measuring, recording and controlling and the corresponding known values of a reference standard. Therefore, limits for acceptance of the results of measuring should be established.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

INOVAÇÃO INCREMENTAL VS INOVAÇÃO RADICAL: QUAL A DIFERENÇA?

Capa do artigo sobre as diferenças entre inovação incremental e radical

Inovação incremental e radical são termos cada vez mais populares na atualidade, mas o que muitos não sabem é que esses não são conceitos novos.   

Ambos os conceitos já foram citados em 1939, pelo austríaco Joseph Schumpeter, no seu livro “Bussiness Cycles”. De acordo com Schumpeter, a inovação incremental é um progresso em cima de algo que já existe, sendo este conceito o oposto à inovação radical. 

Ainda hoje, é comum que alguns profissionais encontrem algumas dificuldades na hora de diferenciar estes dois tipos de inovação. Por isso existe neste artigo as diferenças entre os dois tipos de inovação — incremental e radical — e como cada uma vai gerar valor para o seu negócio.  


AFINAL, O QUE É INOVAÇÃO? 


A inovação é compreendida como uma ideia implementada que gera valor para o seu negócio — ou seja, que esteja alinhada à sua estratégia organizacional. Mas, para essa ideia ser de facto inovadora, não basta ser apenas uma novidade, deve haver uma aplicação. 

Entretanto, por ser um conceito amplo, o entendimento sobre a inovação varia de acordo com os diferentes autores e contextos. Ou seja, não existe certo ou errado. Desta forma, quando falamos em inovação corporativa, é imprescindível que a organização construa a sua própria conceção a respeito da estratégia. 

Afinal, quando for necessário fomentar o mindset inovador do negócio, é preciso certificar que o conceito de inovação para a equipa esteja alinhado aos interesses da própria organização. Portanto: 

  • O que é inovação para o meu negócio? 
  • Será que o minha equipa sabe o que é inovação para minha organização? 

Desta forma, é preciso que a sua organização possua uma estrutura organizacional propicia para a inovação. Afinal, inovar não será possível em um ambiente que não colabore para isso.

Uma ótima forma para alcançar esse objetivo é fomentando uma Cultura de Inovação entre os colaboradores. Assim, toda a sua equipa estará orientada a gerar ideias e sugestões de melhoria que estejam alinhadas ao objetivo da organização e que possuam uma aplicação específica. De nada adiantaria gerar ideias se elas não pudessem ser aplicadas. 

E por falar em aplicação, para se entender como a inovação incremental e radical são aplicadas no dia a dia das organizações, é preciso, antes, compreender a diferença entre elas. 


INOVAÇÃO INCREMENTAL VS INOVAÇÃO RADICAL 

diferença entre inovação incremental e radical

Inovação incremental 

A inovação incremental pode ser compreendida como um conjunto de ações que buscam melhorar ou agregar valor aos processos e produtos já existentes. Normalmente, acontecem em uma área pontual da organização, como deixar uma linha de produção mais rápida ou adicionar um novo recurso a um produto.  

Atualmente, a inovação incremental tem ganho força em estratégias inovadoras, como o Programa de Ideais, que consiste em explorar o alto potencial empreendedor dos colaboradores para gerar ideias e sugestão de melhorias. 


Inovação radical 

Já a inovação radical está relacionada ao desenvolvimento de novos conhecimentos e à comercialização de produtos totalmente novos. Quando uma organização cria, pela primeira vez, um produto ou serviço, estamos a falar de uma inovação radical. 


QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE INOVAÇÃO INCREMENTAL E RADICAL? 


Inovação radical: 


  • Tenho pouco conhecimento sobre o meu negócio (novo produto ou serviço); 
  • Alto grau de investimento financeiro; 
  • As necessidades dos clientes são difusas. É preciso criar um mercado; 
  • Alto grau de incerteza sobre o retorno financeiro; 
  • Grande salto em inovação. 

 Inovação incremental: 


  • Tenho muito conhecimento sobre o meu negócio (é o meu core business); 
  • Baixo grau de investimento financeiro; 
  • As necessidades dos clientes são conhecidas. 
  • Risco reduzido sobre o retorno financeiro; 
  • Inovações contínuas e graduais. 

Mas e a inovação disruptiva?  


Quando falamos em inovação disruptiva, estamos a referir nos à rutura dos paradigmas tradicionais de um mercado específico e à criação de um novo hábito de consumo, gerando mudanças profundas no mercado. Nesse caso, a inovação radical pode ou não se tornar disruptiva. 



Para ilustrar as informações citadas acima, aqui vai um exemplo sobre inovação radical e incremental: 


Em 1888 a Kodak lançou o primeiro rolo de filme comercial e a primeira câmara fotográfica, que foram sucesso absoluto. Com o slogan “Você aperta o botão, nós fazemos o resto”, ela tornou um processo cheio de complicações e demorado em algo simples e acessível para praticamente qualquer pessoa. 

Apesar de revolucionária, essa ideia nasceu como uma aposta — ou seja, uma inovação radical. Isso porque ela apresentava alto grau de incerteza, uma vez que não existia um market-share para esse mercado e não havia uma certeza de que as pessoas iriam aderir a esse novo produto. 

A partir daí, a história da Kodak foi marcada por inovações incrementais, para se manter competitiva no mercado, e produtos de sucesso. Como resultado, dominou o mundo da fotografia por quase um século! 

Entretanto, A Kodak, mesmo sendo pioneira na criação da câmara digital, percebeu que essa nova tecnologia ameaçava sua principal fonte de receita — o papel fotográfico e câmara analógica.  

A empresa, apegada ao pensamento do século XX, acreditava que a tecnologia de fotos digitais levaria décadas para se tornar acessível e, por isso, a Kodak continuou focada no seu mercado tradicional. 

Porém, o grande erro da Kodak foi não perceber que a foto digital não seria apenas mais um novo produto, mas sim uma mudança profunda no mercado. Além disso, o desenvolvimento dessa tecnologia era um caminho sem volta e não demorou para outras empresas focarem no aprimoramento da fotografia digital. Como resultado, esse modelo de negócio cresceu e transformou o mercado tradicional, criando um novo hábito de consumo na população — inovação disruptiva. 

O que muitos não esperavam é que essa empresa tão inovadora, anos mais tarde, decretaria falência, justamente, por falta de inovação. Mais especificamente, por não manter o portfólio de inovações equilibrado. 

Mas uma coisa é certa, a Kodak deixou uma grande lição no mundo corporativo: manter o equilíbrio entre inovações de curto e longo prazo pode ser a chave entre o sucesso e o fracasso de uma organização. 


CONCLUSÃO 

Em resumo, podemos afirmar que as inovações radicais geram mais impacto, mas por outro lado, implicam maiores riscos e são mais difíceis de gerir. Já as inovações incrementais estão ligadas as melhorias graduais nos produtos e processos já existentes, por isso, apresentam menos risco e são mais fáceis de gerenciar. Além disso, empresas que investem em inovações incrementais garantem a manutenção da sua receita recorrente, possibilitando o desenvolvimento e investimento em futuras inovações radicais. 

Por isso, é necessário ter em mente que, para as organizações se manterem fortes e competitivas no mercado, é preciso criar um portfólio de inovação bem estruturado, balanceando as inovações incrementais e radicais.  

O equilíbrio entre esses dois tipos de inovação é conhecido como Ambidestria Organizacional.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Aprenda a implementar a Gestão da Inovação na sua empresa

Estratégia é fazer escolhas entre várias opções viáveis ​​para ter a melhor chance de “vencer”; a inovação é apenas um dos meios para alcançar os seus objetivos estratégicos.

No mercado atual, sem uma boa gestão da inovação, é realmente muito difícil obter sucesso a longo prazo e orientar os negócios com rapidez, a fim de garantir vantagem competitiva.

Agora, como desenvolver uma estratégia de inovação? E como fazer gestão da inovação de maneira estratégica? 

Entenda o papel do gestor de inovação e tenha dicas dos primeiros passos a serem dados na direção de uma estratégia inovadora no seu negócio!

A importância da estratégia de inovação


Apesar dos investimentos maciços de tempo e dinheiro, a inovação continua sendo uma busca frustrante em muitas empresas. As iniciativas de inovação frequentemente falham, e os inovadores bem-sucedidos têm dificuldade em sustentar seu desempenho.

Uma estratégia nada mais é do que um compromisso com um conjunto de políticas ou comportamentos coerentes e que se reforçam mutuamente, visando atingir um objetivo competitivo específico. Boas estratégias promovem o alinhamento entre diversos grupos dentro de uma organização, esclarecem objetivos e prioridades e ajudam a concentrar esforços ao seu redor. 

As empresas definem regularmente a sua estratégia geral de negócios (o seu âmbito e posicionamento) e especificam como várias funções — como marketing, operações, finanças e P&D — a apoiarão.

Sem uma estratégia, os esforços de melhoria da inovação podem facilmente se tornar um saco de boas práticas muito elogiadas: dividir a P&D em equipas autônomas descentralizadas, gerando empreendimentos empresariais internos, estabelecendo armas de capital de risco corporativas, buscando alianças externas, adotando a inovação aberta e o crowdsourcing, colaborando com os clientes e implementando prototipagem rápida, para citar apenas alguns. 

Não há nada errado com nenhuma dessas práticas em si. O problema é que a capacidade de inovação de uma organização decorre de uma boa gestão da inovação, ou seja de uma gestão sistematizada — um conjunto coerente de processos e estruturas interdependentes que determina como a empresa procura novos problemas e soluções, sintetiza ideias em um conceito de negócios e seleciona quais projetos serão financiados.


Como desenvolver uma estratégia de inovação


Também é importante ter em mente que não existe um tipo de gestão da inovação que se adapte igualmente a todas as empresas ou que funcione sob todas as circunstâncias. 

É claro que não há nada de errado em aprender com os outros, mas é um erro acreditar que o que funciona para, digamos, a Apple (inovadora favorita atualmente) funcionará para a sua organização. 

Em linhas gerais, no entanto, as empresas consideradas mais inovadoras geralmente têm algumas coisas em comum:


  • capacitam as pessoas e as mantêm responsáveis pelo seu trabalho e as suas decisões;
  • recrutam e mantém pessoas talentosas e motivadas em todos os níveis da organização;
  • têm ferramentas e estruturas para garantir que as coisas aconteçam e avancem;
  • têm uma visão clara e uma estratégia que todos entendem;
  • concentram-se na implementação de ideias, em vez de apenas falar sobre elas.

O processo de desenvolvimento de uma estratégia de inovação deve começar com uma clara compreensão e articulação de objetivos específicos relacionados a ajudar a empresa a alcançar uma vantagem competitiva sustentável. 

Isso requer ir além de generalidades muito comuns, como “precisamos inovar para crescer”, “inovamos para criar valor” ou “precisamos inovar para ficar à frente dos concorrentes”. Essas não são estratégias. Elas não dão noção dos tipos de inovação que podem importar (e dos que não importam). 

Em vez disso, uma estratégia robusta de inovação deve responder às seguintes perguntas:


  • Como a inovação criará valor para os clientes em potencial?
  • Como a empresa vai capturar uma parte do valor que suas as inovações geram?
  • Que tipos de inovações permitirão à empresa criar e capturar valor e quais os recursos cada tipo deve receber?

A escolha do tipo de inovação, aliás, é um passo bastante primordial. Não esqueça que ela pode ser:


  • de desempenho: novas ideias para um mercado conhecido e aprimoramento de ofertas existentes.
  • incremental: desenvolvimento adicional e/ou otimização de produtos, serviços ou modelos existentes;
  • radical: ideias completamente novas implementadas em produtos, serviços ou modelos de negócios;
  • sustentável: defesa da posição da empresa no mercado para que ela permaneça competitiva;
  • disruptiva: inovação que molda um novo mercado e perturba os mercados estabelecidos.

O papel do gestor de inovação


Agora vamos falar sobre um profissional indispensável no esforço de gestão da inovação: o gestor de inovação! 

Embora as organizações não usem frequentemente “gestor de inovação” como um cargo, elas geralmente criam posições específicas para supervisionar equipas de inovação. Os indivíduos nessas posições detém títulos como diretor de inovação, vice-presidente de inovação e gerente de inovação de produtos. 

As empresas também esperam que os indivíduos em toda a hierarquia gerencial e executiva demonstrem características e habilidades de um gerente de inovação para ajudá-las a crescer e a ter sucesso.

Cresce a busca por gestores de inovação à medida que o campo de pesquisa em inovação se expandiu nas últimas duas a três décadas. A pesquisa mostra que a inovação — assim como seu gerenciamento — é uma disciplina que requer habilidades e protocolos específicos, que podem ser ensinados. 

Os gerentes de inovação têm a tarefa de criar a estratégia e a cultura necessárias para que os funcionários experimentem os recursos certos para apoiar essa experimentação. Eles são especializados em: 


  • gestão de projetos;
  • pensamento estratégico;
  • liderança. 

Também são capazes de promover a criatividade individual e coletiva e de criar processos e procedimentos para ideação, prototipagem e produção. 

Os gestores de inovação também são capazes de equilibrar riscos com as possíveis recompensas do trabalho de suas equipas, com base na tolerância organizacional ao erro e objetivos organizacionais, além de outros fatores.

Por fim, os líderes de inovação tendem a ser criativos e visionários, com a capacidade de ver oportunidades e perspicácia nos negócios para orientar ideias desde o estágio visionário até à implementação; e têm base metodológica e conhecem as ferramentas que os ajudam a mensurar resultados de inovação.


Traga a gestão da inovação para a sua empresa


Agora que já entendeu o que é uma estratégia de inovação e seu papel como líder da gestão da inovação, confira um checklist do que deve fazer para ter uma gestão da inovação consistente e que traga resultados rápidos e expressivos:


  • consiga o apoio do corpo diretivo da empresa;
  • trace objetivos claros de inovação;
  • escolha o tipo de inovação pelo qual quer começar — de desempenho, incremental, radical, sustentável, disruptiva;
  • reúna uma equipa multidisciplinar, envolvendo diversos departamentos e monte um comitê de inovação; se necessário, contrate profissionais especializados;
  • monte uma estrutura, que você pode chamar de laboratório ou centro de inovação — com as ferramentas necessárias para a experimentação, a prototipagem etc. 
  • oriente estrategicamente as atividades de inovação, delimitando papéis e responsabilidades;
  • trabalhe para facilitar a geração de ideias e as coletar adequadamente;
  • abra-se para obter colaboração externa — pesquise mais sobre o conceito de inovação aberta;
  • desenhe processos de inovação que sejam claramente entendido por todos e sejam viáveis de realização;
  • defina métricas de desempenho e acompanhe os resultados obtidos — ou o que não foi alcançado;
  • trabalhe na melhoria contínua do processo, refazendo a rota sempre que necessário.

Para finalizar, é muito importante buscar ajuda especializada para iniciar sua estratégia de inovação.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

What is the difference between Mehod Verification and Mehod Validation?

 


Clients have come to us in the past asking "We need 'method validation'.” Sometimes they'll use the term “validation” or “verification” but it seems apparent they're not really clear on what the difference is between the two. For the most part it’s not that well-known that method validation is a much more rigorous process. What’s really needed, more likely, is the establishment of a verification regime that assures analytical methods perform reliably, accurately, and precisely for its intended application.



Method validations are performed for new methods that have just been developed or instituted, and that require revisions because they've been significantly changed. So oftentimes its “re-validation” that is really required in the wake of making significant changes to a method, equipment, or conditions of the analysis. Examples include: changes in the formulation, changes in the instrumentation that’s intended to be used—perhaps chromatographic conditions for each PLC, sample preps, filters, etc.

It Is Important To Review Methodologies To Ensure They Adhere To Current Standards And Guidances


By necessity, revalidation would be required for a previously validated method that was updated to meet current regulatory requirements. We see a lot of this in our industry, where many clients us products/methods that were approved some 20 or even 30 years ago. It only takes a brief review of those methodologies for one to realize that they were validated to a whole lot of different standards back then. Now we need to really ensure that the validations adhere to current International Conference on Harmonisation (ICH) guidance (Pharma) or other standards. These testing requirements are determined individually based on the types of changes that are needed.


Method “verification” or method “transfers” are materially different and a little more limited, and not as robust or rigorous as a method “validation". Regardless, verification is needed in order to verify that a lab is capable of performing an analytical method reliably and precisely for its intended use. Method verifications are really performed for compendial methods, where there's already an existing method in a compendia, like USP, NFBP or EP, etc. It is showing or proving that a given lab is capable of performing that particular test reliably and precisely.

Method transfers on the other hand, are performed for validated methods, where a method may have already been validated and it's being transferred to a new laboratory or a new facility. It's a validated method - but there’s no need to ensure that the lab is capable of performing that method. There is a process that needs to be followed and in place, to ensure that the transferring lab can perform that test reliably and accurately.


Have Proper Documentation That Proves Testing Capabilities


If you think you can go ahead and test release a pharmaceutical product or other without doing any method validation or verification, you should think again. There have been clients that have come to us in a rush to get a product on the market, and they need the test to be done - even if either their current lab can't do it or they think their methodologies are fine. Regardless, you can’t just go ahead and test without doing validation or verification in advance.

If you didn’t that would be frowned upon by regulatory authorities because you really haven't proven that the laboratory that's executing these tests can actually perform those tests accurately and precisely. What is needed is a protocol, indicating what tests are going to be performed to accomplish method verification. Then, by doing those tests, you've proven that you can accurately perform this test reliably with precision, with accuracy, and then you can prove to the regulatory authorities that your lab is capable of running this test day in and day out without any issues.


The Bottom Line: Testing Must Prove Reliable, Accurate, And Precise


There are a lot of tests that need to be performed to establish method veracity and these should all be written in your protocol prior to actually conducting the tests. The list of tests likely includes a system suitability requirement, precision, intermediate precision, accuracy, linearity, limited detection, limited quantification, specificity and robustness. One might also challenge solution stability and this may prompt some stress testing of the method to see how variable or what kind of chromatograph conditions that might be able to change to ensure that it's still accurate and precise.

That might seem like a lot of tests but for a method validation, there’s no getting around it. Now, for a method transfer, there would be other tests that you wouldn't have to do because those methods have already been validated and you're only really proving that the new lab is able to do those tests. So you still want to do things like system suitability, precision, intermediate precision, linearity, and specificity. Those tests would be required for a method transfer.

Before you can test a pharmaceutical, or other product and release it to market, either method verification or a method validation would have to occur, because it is a minimum requirement that the regulatory authorities would expect you to have in place before you start testing and releasing product to the market place.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Inovação nas empresas:: conheça as diferentes possibilidades

 

A exploração comercial bem-sucedida de novas ideias é a essência da inovação nas empresas. Não basta ter boas ideias, elas têm que se traduzir em vantagem competitiva.

Dessa forma, a empresa otimiza os seus resultados — abre novos mercados, impulsiona o faturamento, ganha mais visibilidade e aumenta as margens de rentabilidade financeira – e pereniza a organização.


QUAIS SÃO OS TIPOS DE INOVAÇÃO?


INOVAÇÃO INCREMENTAL


É aquela inovação que causa a evolução gradativa de um produto, processo, serviço ou negócio, que vai agregando valor de forma incremental, porém sem promover alterações nas suas características básicas originais.

Por exemplo, quando a Blockbuster implanta uma caixa para devolução dos DVD’s pelo lado de fora da loja, mesmo com o estabelecimento fechado, foi realizada uma inovação incremental no seu processo.


INOVAÇÃO DISRUPTIVA


É a inovação que causa uma interrupção ou um redirecionamento radical na trajetória evolutiva de um produto, processo, serviço ou negócio. Ela causa o surgimento de novos mercados ou novos empreendimentos e surpreende a concorrência.

Quando a Netflix cria um serviço de streaming de vídeos com assinatura mensal reduzida, foi atingida uma disrupção no modelo de negócios de aluguer de filmes, nesse caso terminando por derrubar os concorrentes existentes.


Vejamos, a seguir, o detalhe das diferentes possibilidades de inovação:  


INOVAÇÃO DE PRODUTO


É o lançamento de um novo produto ou a agregação de valor a um produto existente, podendo ser a incorporação de novas características ou funcionalidades mais inteligentes, a substituição de componentes ou o acréscimo de um novo acessório, um novo design ou uma nova embalagem e muitas outras possibilidades.

Por exemplo, os smartphones tornaram os telefones mais inteligentes, promovendo a convergência tecnológica de diversos produtos em um único aparelho, que reúne as funcionalidades de telefone, televisão, computador, rádio, relógio e câmera fotográfica.


INOVAÇÃO DE PROCESSOS


São mudanças que tornam os processos operacionais e de gestão empresarial mais simplificados, ágeis, produtivos e integrados, com maior qualidade, reduzindo custos, ciclo de processamento e impactos ambientais.

Essas mudanças resultam em melhores fluxos de informação, produção e comunicação, novas metodologias de execução ou novas soluções para problemas existentes.

Os sistemas de gestão de projetos são um bom exemplo de inovação de processos, pois conseguem reunir informações de todas as etapas de cada projeto em uma única plataforma de controlo, proporcionando mais produtividade para as equipas e redução de custos para a empresa.


INOVAÇÃO EM MARKETING


As mídias de divulgação de produtos, serviços e eventos promovidos pelas empresas evoluem constantemente. Por esse motivo, as ações de marketing empresarial para posicionar-se no mercado, alcançar o público certo e oferecer valor para os clientes têm que ser repensadas, inovadas e adequadas com grande frequência.

O surgimento do "inbound marketing" — metodologia de marketing que atrai o consumidor voluntariamente para os produtos e serviços da empresa, sem interrupções indesejadas com publicidades — trouxe inovação na forma de relacionamento com os clientes, geralmente por meio de blogs e vídeos educativos, gerando autoridade no mercado e promovendo vendas de uma forma fluida e natural.


INOVAÇÃO ORGANIZACIONAL  


É quando a empresa inova na forma de organização do trabalho e das pessoas com a finalidade de incrementar a sua competitividade e assegurar a sua sustentabilidade.

Para isso, ela pode introduzir uma nova metodologia de trabalho colaborativo, adotar sistemas de gestão ambiental e/ou da qualidade, modificar a estrutura de cargos para descentralizar atividades, modificar a metodologia de gestão de pessoas — recrutamento, seleção, treinamento e desenvolvimento — ou modificar a estrutura física dos escritórios ou áreas produtivas para ampliar a produtividade e/ou produção.


INOVAÇÃO DE SERVIÇOS


É quando a empresa inova por meio da melhoria de um serviço existente ou realiza o lançamento de um novo serviço ou, ainda, quando agrega um serviço a um produto ou a outro serviço que comercializa. 

A Uber agregou um serviço de atendimento on-line a um serviço presencial de transporte de pessoas, fazendo com que os clientes não tivessem mais nenhuma barreira para encontrar transporte acessível a qualquer hora e em qualquer lugar. Inovou, ainda, no processo de prestação do serviço, agregando tecnologia ao atendimento.


INOVAÇÃO DE MODELO DE NEGÓCIOS


É inovar no modelo de geração de receita, expandindo o segmento de clientes atendidos, mudando a forma de oferecer valor para o cliente ou alterando a forma de operação organizacional, reformulando toda a sua cadeia de valor.

Geralmente, ao inovar no modelo de negócios, é inevitável inovar ao mesmo tempo em um ou mais dos demais tipos de inovação.


UM CASE DE SUCESSO EM INOVAÇÃO NAS EMPRESAS


Quando a Netflix surgiu, ela promoveu um turbilhão de inovações. Inovou em serviços quando lançou a locação de vídeos on-line, tornando um serviço que anteriormente era presencial em virtual.

Inovou em marketing, alcançando o público da internet, além do público off-line, que era o alvo da operação física que existia até então.

Inovou em produto, quando continuou a oferecer vídeos — filmes, séries, shows e entretenimentos diversos — sem a necessidade de ter um objeto físico com uma embalagem. Tornou um produto tangível em intangível. 

Inovou em modelo de negócios quando extinguiu a necessidade de lojas físicas para atendimento ao público. Com isso, ela ultrapassou todas as barreiras geográficas existentes no modelo anterior, alcançando uma expansão de mercado sem precedentes.

Reduziu drasticamente a estrutura de instalações e pessoal, inovando na organização da empresa e tornando os custos de operação incomparavelmente menores.

E trocou uma metodologia de atendimento pessoal pela metodologia de autoatendimento, com base em um suporte totalmente tecnológico, ou seja, também inovou em processos.

Além disso, é um case icônico de inovação disruptiva. A Netflix rompeu com todos os paradigmas do negócio de locação de vídeos e o reinventou, gerando valor para a empresa e para os clientes.


COMO DESPERTAR O INTERESSE PELA INOVAÇÃO NAS EMPRESAS?


A inovação, em todas as suas formas, é constante e incessante na história da humanidade. É um assunto instigante, estimulante e desafiador, que está no DNA de cada ser humano. 

Somente as empresas que sabem trazer à tona essa característica inata de cada pessoa conseguem gerar inovações, crescer, se desenvolver, extinguir fronteiras e conquistar novas oportunidades no mercado. As pessoas querem e devem ser envolvidas nas iniciativas corporativas de inovação. 

Para tanto, promova palestras, cursos e reuniões internas acerca de inovação. A sua equipa certamente irá revitalizar esse ímpeto natural e colocará em prática a gestão da inovação.  

A inovação nas empresas precisa ser incorporada às práticas diárias e à cultura interna para que o sucesso seja o destino certo da jornada empresarial. Para isso, a inovação tem que ser parte da estratégia do negócio, e os projetos de inovação devem ter metas ousadas para desafiar o espírito empreendedor dos colaboradores da organização.


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  O que é BPM, BPMN e BPMS Hoje em dia vivemos na era das siglas, e todas as áreas tem suas siglas peculiares. Na gestão de negócios, temos ...