Entenda agora a diferença entre certificação e acreditação!
O mercado competitivo atual exige cada vez mais qualidade em todos os processos de uma empresa. Investir na capacitação de seus colaboradores, na padronização e otimização de todos os procedimentos gera diminuição de custos, qualificação e excelência nos serviços prestados.
Nesse contexto, a acreditação e a certificação são recursos fundamentais para consolidar e atestar a qualidade dos serviços e produtos oferecidos pelas organizações. Apesar de ambas estarem relacionadas ao cumprimento de normas e regulamentos técnicos específicos, são estratégias diferentes, mas que se complementam.
Continue a leitura e entenda a diferença entre certificação e acreditação!
O que é certificação?
Certificação é um processo que resulta num certificado emitido por um órgão imparcial após um processo de avaliação, garantindo que determinado produto ou serviço da organização em questão atende aos requisitos estabelecidos. As certificações têm condições genéricas, são aplicáveis a qualquer tipo de instituição e o desígnio da avaliação é definido pela empresa.
Por exemplo, tratando-se de gestão da qualidade, uma das principais certificações reconhecidas mundialmente é a ISO 9001, que garante a capacidade de um sistema de gestão. Ela traz uma série de benefícios para a entidade, como a otimização dos processos, excelência nos procedimentos adotados e maior credibilidade no mercado.
Ela é baseada na norma ISO 9001:2015 de Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ) e, para obtê-la, a empresa será avaliada de acordo com os critérios estabelecidos pela norma especificada, comprovando que seu SGQ está em conformidade com eles.
O que é acreditação?
Acreditação, assim como a certificação, também está relacionada ao cumprimento de métodos preestabelecidos. No entanto, além de avaliar a metodologia e a gestão da empresa, a acreditação também avalia os requisitos técnicos do processo, atestando a competência técnica da organização de exercer de forma segura e qualificada o que se dispõe. O seu âmbito é definido pela Norma de Acreditação.
No processo de acreditação, as avaliações são mais aprofundadas e criteriosas, já que envolvem toda sociedade científica, técnica e/ou clínica. Sendo assim, as organizações conseguem, por meio das auditorias, identificar falhas técnicas mais específicas de sua área de atuação. Com isso, é possível promover melhorias constantes não só nos processos e na gestão, como também na eficiência técnica oferecida.
Enquanto na certificação são avaliados apenas os processos e a gestão da organização, na acreditação são realizados testes de capacidade técnica, a fim de comprovar que a empresa é capaz de realizar o que se dispõe a fazer:
Ao receber a acreditação ISO 17025:2017 para a área da temperatura, por exemplo, o IPAC (instituto Português de Acreditação) está afirmando que o laboratório tem um sistema de gestão conforme a norma, como também demostrou capacidade (competência) técnica para realizar a calibração de instrumentos nessa área.
Em qual investir?
Como visto, ambas são recursos que visam garantir e comprovar a qualidade de um produto ou serviço oferecido por uma determinada empresa. A diferença entre certificação e acreditação está nos critérios avaliados.
Enquanto a certificação refere-se apenas à avaliação dos processos e gestão da organização, a acreditação, além disso, atesta a competência técnica da entidade. Portanto, não existe uma escolha a se fazer, uma vez que os dois recursos se complementam.
Vale ressaltar que tudo depende da área de atuação da organização, pois como o desígnio da acreditação já é preestabelecido pela Norma de Acreditação, não são todos os setores que contam com esse comprovação disponível, sendo a certificação o recurso cabível.
O importante é que, apesar de existir diferenças entre certificação e acreditação, ambos os mecanismos buscam qualidade de bens e produtos oferecidos. Essas qualificações trazem inúmeros benefícios para as organizações, como melhorias constantes em todos os processos, maior notoriedade no mercado competitivo, aprimoramento dos procedimentos e redução de custos, além de garantir segurança aos consumidores.