segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

AS 12 METODOLOGIAS DE INOVAÇÃO MAIS UTILIZADAS HOJE



Metodologias de inovação, qual o melhor caminho? Qual o melhor Processo de inovação?


Segue um quadro comparativo das 12 metodologias mais utilizadas para inovar na atualidade. Comparamos neste ponto cada um destes métodos, segundo parâmetros e indicadores que nos ajudarão a visualizar as suas vantagens e desvantagens.


Conhecer um amplo leque de métodos de inovação, assim como quais são suas principais características, sabendo quando utilizar um ou outro de acordo ao problema ou desafio enfrentado, condições da equipa e projeto, resulta uma competência essencial hoje, sobre tudo para quem coordena equipas, startups, empresas tecnológicas ou com forte presença na web, agencias de marketing, comunicação e relações públicas. 

Mesmo sendo este um ponto essencial, existe pouca ou quase nenhuma pesquisa comparada que permita ter um guia ou mapa mínimo a esse respeito. Razão pela qual, as pessoas e equipas utilizam apenas sempre uma ou duas metodologias no máximo. Utilizam as metodologias que conhecem, ou que por intuição pensam que pode dar certo. Também às vezes utilizam a metodologia que solucionou o problema em outro lugar, mas sem perceber que se tratava de outro contexto.

No Quadro No. 1. existe uma comparação de 12 métodos, dos mais citados na literatura atual e os mais utilizados segundo pesquisas empíricas e experiência de consultoria e formação de empresas. Nele constam parâmetros e indicadores que nos ajudarão a visualizar as vantagens e desvantagens de cada uma dessas metodologias de acordo com a finalidade e o público alvo da equipa de trabalho.



Como se pode ver no Quadro No. 1- Comparação das 12 Metodologias da Criatividade e Inovação corporativa mais utilizadas de hoje, analisaram-se vários parâmetros ou indicadores para comparar em paralelo as diferentes metodologias criativas e de Inovação apresentadas. 

O Foco Individual versus o Grupal refere-se ao aspeto de a metodologia enfatizar mais, durante o seu desenvolvimento, o trabalho no indivíduo ou no grupo. 

O indicador Foco na Lógica versus Imaginação é direcionado para analisar se a metodologia, durante a sua implementação, liberta mais os recursos relacionados ao pensamento lógico ou convergente, trabalhando de uma maneira mais direta no problema a ser analisado, ou se contribui para estimular mais os recursos imaginativos do pensamento lateral ou metafórico, que é uma forma mais indireta para trabalhar no problema.

O fator Foco em Recursos do Inconsciente versus o Consciente trata de mapear se a ferramenta analisada contribui para desenvolver mais nos participantes os recursos psíquicos conscientes (trabalhar com objetivos lógicos e metas claras, conscientes) ou os inconscientes (acordar a imaginação, os sonhos etc.), também mais indiretos. 

O item Foco Quantitativo versus Qualitativo refere-se a se o instrumento analisado dá mais atenção a produzir o maior número de ideias possíveis (foco quantitativo) ou, pelo contrário, interessa-se mais em elaborar poucas ideias, mas de alta qualidade (foco qualitativo). 

O parâmetro Grau de Complexidade tem a ver com ser de fácil ou difícil aplicação a metodologia; se tem muitas etapas e se é necessário ser um conhecedor do trabalho em equipa a fim de aplicá-la com sucesso. 

O item Uso Público Específico versus Geral refere-se, de igual maneira do que no caso das metodologias e técnicas de Criatividade individuais, a se os melhores resultados, ao aplicar o instrumento em questão, são obtidos utilizando-o com qualquer público ou se é recomendável usá-lo somente com públicos específicos, como podem ser os conhecedores do assunto ou aqueles afetados pelas decisões que se tomem.

Como pode ser observado no quadro mostrado anteriormente, predominam as metodologias que estimulam a criatividade ativando o pensamento lógico e os recursos psicológicos conscientes, e que procuram poucas soluções, mas com qualidade.

Também, observa-se que a maioria das metodologias criativas estudadas têm uma complexidade de alta (de 8 a 10 pontos segundo o critério dos juízes ou experts consultados) e só uma foi considerada com relativamente baixa complexidade e três foram consideradas como sendo de complexidade intermediária. Isto leva à conclusão de que é necessário passar por cursos e treinamentos práticos antes de aplicar a maioria destas metodologias e não apenas pela leitura de textos sobre as mesmas.

Essa complexidade é causada pela própria natureza do processo criativo e de Inovação, e pela diversidade das forças grupais, corporativas e do mercado; assim como pelo desafio que implica criar coisas novas, a exigência por resultados da organização e pela complexidade implícitas nas próprias metodologia (que envolve conhecimentos do conteúdo a ser analisado e da metodologia específica utilizada, as suas etapas, estratégia geral da empresa, projeto ou startup etc.). 

A pessoa que aplica estas metodologias deve ser um coordenador-facilitador com experiência.

Apesar disso, as novas metodologias foram elaboradas, de forma geral, para serem utilizadas de maneira interdisciplinar por um público amplo e heterogêneo, à exceção das metodologias Lean Startup e Growth Hacking,que requerem por parte dos integrantes da equipe conhecimentos especializados de informática.

Na realidade é difícil avaliar as vantagens e as desvantagens de cada metodologia. Isso dependerá muito do problema, oportunidade e desafio a ser analisado; do tempo de formação do projeto, startup ou equipa criativa; do contexto organizacional e do mercado no qual está inserida (organização criativa ou não); dos objetivos que se querem atingir e metas (solução de um problema da organização, superar a concorrência ou contribuir para forjar uma nova empresa), dentre outros fatores. Algo que distingue estas metodologias dos métodos e técnicas individuais e grupais mostrados anteriormente é que eles têm uma perspectiva maior, mais estratégica e organizacional, assim como um caráter mais interdisciplinar, a partir da sua concepção e elaboração. A maioria desses procedimentos foi elaborada de forma declarada para aperfeiçoar as organizações. Muitas destas metodologias também incluem durante a sua implementação outros dos métodos antes explicados separadamente. Assim por exemplo, o Design Thinking, inclui durante sua implementação momentos de Brainstorming, CRE-IN, técnicas de dinâmica de grupo, entre outras.

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